O FRUTO DO ESPÍRITO

ESBOÇO 633
TEMA: O FRUTO DO ESPÍRITO
TEXTO: GALATAS 5:22,23

            Um dos brilhantes ensinamentos do Apóstolo Paulo foi o tema que ele abordou em sua carta direcionada aos gálatas, nela ele apresenta o fruto do Espírito como característica do cristão. O fruto do Espírito conforme Paulo (Gl 5:22,23) ele reúne todas as peculiaridades divinas que podem ser praticadas pelos cristãos. Veremos de maneira suscita sobre o que contém o fruto do Espírito e o que ele produz no cotidiano cristão.

Amor:
O Dom maior de Deus (I Jo 4:8; Rm 5:5) Há quatro palavras básicas referentes o amor na língua grega.
a) EROS: (Sensual) Físico: Afeição física, amor sensual. Este não é usado nas escrituras.
b) STORGE: (Social) Familiar, amor social, como o amor pela nossa família, comunidade ou país, somente o adjetivo amor fraternal é encontrado nas escrituras (Rm 12:10).
c) PHILIA: (emocional) Amizade, amor emocional baseado no prazer recebido de um relacionamento. É encontrado somente 22 vezes nas Escrituras em sua forma verbal.
d) ÁGAPE: (racional, volitivo) “volitivo respeitante á volição ou à vontade” divino (I Co 13), Afeição nobre. O amor devocional e volitivo é baseado no caráter do sujeito que ama, e no valor do objeto amado. Este termo é muito comum nas Escrituras. O substantivo é encontrado 113 vezes e o verbo 115 vezes. Vejamos a tamanha importância do amor.

É um amor forte, compassivo, incondicional, que se expressa pelo envolvimento voluntário nos negócios de outra sem nada querer em troca (Rm 5:5, Ef 5:2, Cl 3:14) Este termo assume um significado muito mais aprofundado e divino pelo seu uso na Bíblia. Origina-se em Deus e termina com o homem. É o amor que envolve a razão, uma escolha e um sacrifício altruístico. É incondicional, universal, e eterno. È algo que se dá, perdoa, redime. A melhor ilustração desse amor encontra-se na parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37).

Alegria:
A força do amor (Pv 15:13,14; I Ts 1:6; Ef 5:18-21; I Tm 1:11; Rm 14:17). A palavra grega referente à alegria é CHARA. A forma verbal CHAIREN que significa alegra-se ou que a alegria seja contigo (Lc 1:28; Mt 28:9;  Tg 1:1); CHARA significa enorme prazer no interior. A alegria cristã não é uma emoção artificial, mas é uma ação do Espírito Santo na vida do ser humano. É uma alegria fundamentada num relacionamento constante com Deus. Quando temos Jesus em nossos corações, temos a verdadeira alegria dentro de nós. A alegria do Senhor está sempre conosco, independente de como nos sentimos (II Co 6:10).

Paz:
A segurança do amor (Rm 14:17;  Fp 4:9;  2 Ts 3:16): Esta palavra é derivada de uma palavra grega  “EIRENE” Paz significa “um senso de segurança durante tempestade”. É também “ausência de conflito mental” é “um sentimento de descanso e contentamento” Estamos em paz quando estamos no relacionamento correto com Deus, com os outros e com a nossa própria vida. A paz cresse dentro de nós à medida, em que firmamos os nossos olhos em Jesus Cristo, ele é a nossa paz. É a paz de Deus em operação em nós que traz o equilíbrio e a ordem a todas as áreas de nossas vidas (Cl 3:15; Fp 4:7).

Longanimidade ou Paciência:
Á perseverança do amor (II Pe 3:15; I Pe 3:20). A palavra grega referente à longanimidade é “MACROTHUMIA” que significa literalmente “Temperamento Longo” Onde temperança refere-se a um estado de mente calmo e controlado. Significa, ainda “suportar por longos períodos de tempo as deficiências dos outros”.

Ser perseverante, tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4:2; 2 Tm 3:10; Hb 12:1). Consiste em suportar as fragilidades e provações alheias, suportando igualmente todas as tribulações e dificuldades da vida sem murmurações e rebeldias.

Longanimidade é esperar com fé, esperança e Amor que à vontade de Deus seja realizada numa dada situação. Ela é a força para ficarmos firmes quanto ao chamado de Deus em nossas vidas e quando estamos sendo dolorosamente testado através dos problemas e dificuldades.

Benignidade:
A conduta do Amor (Lc 6:35;  Rm 2:4; Sl 5:7); A palavra grega para a benignidade é “CHRESTOTES”. Ela retrata um cuidado especial e um interesse pelos outros. É uma atitude afável que coloca as pessoas à vontade e as protege dos sofrimentos.

Benignidade é a qualidade de ser suave no falar, de temperamento calmo. Aquele que possui qualidade não se mostra inflexível e exigente para com os semelhantes (Ef 4:32;  Cl 3:12;  I Pe 2:3). Nas escrituras a benignidade geralmente está relacionada com o perdão.

Bondade:
O caráter do Amor (Ef 5:9; Na 1:7; Ed 3:11) Bondade vem do termo grego “AGATHOSUNE” É um termo genérico para a excelência ou alta qualidade. A bondade  pessoal , como é  definida através do seu uso nas escrituras, tem duas partes importantes. - Uma delas é o caráter e a conduta – O que somos e o que fazemos – as nossas atitudes e nossas ações. É o ato de ser bom, virtuoso, devotado e generoso. É o estado ou qualidade de ser benéfico, agradável e prazeroso.

O homem natural tem uma natureza má, porem à medida que cresse em Cristo e anda dia a dia, momento a momento, sob a direção do Espírito Santo, o amor bondoso que é a característica do fruto do Espírito, torna-se mais e mais evidente a sua vida. A bondade é uma qualidade cristã que se desenvolve na proporção da maturidade em Cristo.

Fidelidade:
A conduta do Amor (I Co 1:9; I Ts 5:24; II Co 1:18); Fidelidade vem do grego “PISTIS”. É o mesmo termo de onde obtemos a palavra , as duas palavras estão associadas. Há algumas diferenças, no entanto entre estas palavras, as quais são vistas através do contexto ou cenário em que se encontram.

A fidelidade é usada quando as escrituras se referem ao ato de sermos confiáveis, responsáveis e acima de tudo mais leais. Significa que somos dignos de confiança, fidelidade significa uma confiança baseada em ouvir e falar, é a qualidade ou estado de aderir firmemente a uma pessoa, causa ou idéia, á qual se está vinculado (Mt 23:23; Rm 3:3; I Co 4:2; 2 Tm 6:12; Tt 2:10).

Mansidão:
A humildade do Amor (II Co 10:1); A palavra grega referente à mansidão é “PRAUTES” que significa a qualidade de ser paciente ao receber injurias; a disposição de ficar em segundo lugar. É moderação associada à força e a coragem. Ela combina as qualidades da força e da docilidade, e muito mais (II Tm 2:24,25; I Pe 3:15).

Em relação a Deus, é aquele temperamento do Espírito no qual aceitamos os tratos divinos como bons e sem discussão ou ressentimento. Com relação às pessoas, a palavra “PRAUTES” era usada para se descrever as pessoas que eram benignas e dóceis na conduta, mas que se achava em posição de poder e de autoridade (Nm 12:3; II Cor 10:1); A mansidão é primeiramente uma atitude interior de submissão confiança para com Deus. Através desta fonte de força podemos falar e agir quando devemos e da maneira como também permanecer em silencio e esperarmos, quando esta estiver na vontade e no propósito dele.

Domínio Próprio, Temperança, Auto-Controle;
A vitória do Amor Tg 3:2 A palavra grega referente ao Autocontrole é “ENKRATEZA” significa FORÇA os dois termos refere-se a um poder dominador que procede de dentro – Um controle interior. A natureza deste controle será determinada pelo ou que ou por quem estiver no trono de nossas vidas.

Esta característica do fruto do Espírito, o autocontrole, negação e disciplina do nosso ego. É moderação nos apetites e opiniões. É autocontrole na conduta; domínio sobre os nossos próprios desejos, inclusive fidelidade aos votos conjugais, também pureza (I Co 7:9; I Co 9:25; Tt 1:8; T 2:5; Pv 16:32; Pv 25:28).

Autocontrole: É um espírito de equilíbrio. Devemos tomar cuidado com o que lemos, ouvimos e vemos. A vida do ego controlada pelo Espírito produz a verdadeira liberdade.

“A vitória mais difícil é a vitória sobre o eu.” Aristóteles

“Domina-te a ti mesmo. Enquanto não tiveres conseguido isso, será apenas, um escravo.” Roberto Burton

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE


O REI ORGULHOSO

ESBOÇO 632
TEMA: O REI ORGULHOSO
TEXTO: PROVÉBIOS 16:18

            Um dos males que tem alcançado muitas pessoas de destaques como: Reis, autoridades políticas e religiosas, entre outros líderes é sem dúvidas o orgulho. Essa altivez de espírito vem de muito longe, desde os antepassados e na contemporaneidade não está sendo diferente, o orgulho cresce nos corações de pessoas em todas as áreas da sociedade. A soberba dá ao indivíduo uma sensação que tudo ele pode, além de não haver limites para os seus desejos conduzindo-o a sede e a fome de querer mais e mais e nunca se fartar, mas é importante ressaltar que o orgulho precede a ruína. Nas escrituras temos um exemplo que deve ser ponderado, pois podemos extrair desse exemplo uma grande lição para os nossos dias.

O rei Uzias foi o décimo rei de Judá, o seu reinado teve inicio por volta de 720 aC. A sua história consta em 2 Cr 26 e em 2 Rs, ele foi um contemporâneo do profeta Isaias, Uzias era um grande guerreiro, filho do Rei Amazias. Uzias iniciou o seu reina de maneira humilde sobe a proteção espiritual de Zacarias, homem de visões de Deus. Uzias se tornou um homem inteligente considerado um grande engenheiro de sua época, fez armas poderosas para lançar pedras à distância, possuía fazendas, gostava de agricultura, construiu reservatórios de água, fortificou torres e edificou uma cidade chamada Elate, ele venceu grandes batalhas de forma que a fama voou até chegar ao Egito. O perigo não é chegar ao topo da fama, mas como manter-se nela de maneira simples e humilde.

O coração de Uzias
A inclinação humana é se ufanar dos seus momentos de glórias, isso aconteceu também com Nabucodonosor (Dn 4:30), mas continuaremos nesse assunto falando sobre o Rei Uzias. Levemos em consideração alguns estágios da sua vida: (1) No inicio do seu reinado ele foi bem, mas nem sempre começar bem é sinal de terminará bem, a obediência, submissão e a humildade marcaram o começo do seu reinado. Ter um bom começo em determinados projetos não significa terminar bem, pois há alguns fatores que são fundamentais para terminarmos bem, principalmente quando se trata de algo que está relacionado aos propósitos divinos (2 Cr 26:1-5); (2) A sua fidelidade e as bênçãos de Deus sobre Uzias não foram aproveitadas por ele (2 Cr 26:6-15); (3) A infidelidade a Deus contraiu a maldição para ele, a arrogância gera deslealdade, ele se tornou incapaz de discernir o certo do errado, o anseio de poder conduziu-o ao desmoronamento espiritual e consequentemente a maldição (2 Cr 26:16-21); (4) O seu final foi triste, a sua desobediência lhe tornou leproso (2 Cr 26:22-23), A lei da semeadura é inalterável (Gl 4:7), porque desconheceu as funções sacerdotais, ora! A ele não pertencia à queima de incenso (2 Cr 26:17-20). O homem de coração soberbo não ouve a ninguém, os líderes soberbos se tornam insensíveis, basta nos lembrar de Roboão a sua insensibilidade desconheceu as necessidades do povo que lhe pedia que as cargas de impostos deixados pelo seu pai fossem aliviadas (2 Cr 10:1-19). Há muitos líderes que envelheceram não na idade, mas na arrogância e prepotência, entretanto um líder que não reconhece as suas falhas ele não está apto para liderar.

            O que aprendemos com esse episódio é não sermos dominados pela arrogância. O perigo não é se fortificar, mas de que forma nos comportamos, há um dito popular que diz: Quer conhecer um homem dê poderes a ele, poder, fama e dinheiro são três coisas extremamente perigosas, somente a humildade pode fazê-lo entender que elas são passageiras, e nada é. Enganoso é o coração mais que todas as coisas (Jr 17:9), quem pensar ser alguma coisa não sendo nada enganam a si mesmo (Gl 6:3). As escrituras ressaltam sobre isso dizendo que Deus exalta e abate (1 Sm 2:7), se olharmos para o que disse Salomão (Ec 3:1) veremos que todo PODER e GLÓRIA também passam, por isso precisamos ponderar bem e valorizar a cada oportunidade que temos na vida. Ser humilde é o reconhecer as suas próprias limitações, Uzias viveu duas fazes na sua vida, a primeira foi muito boa, ele se comportou com humildade honrando o seu guia espiritual, mas a segunda o conduziu o fracasso. Atualmente muitas pessoas estão na mesma situação de Uzias quando perdeu a sua simplicidade, coisa que Paulo enfatizou não perder (2 Co 11:2). “A pureza dos sentimentos se manifesta na simplicidade de cada momento de nossas vidas.” Adrina Araújo Leal. “Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, aborrecereis o conhecimento? (Pv 1:22).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

RAABE, UMA MULHER SALVA E RESTAURADA

ESBOÇO 631
TEMA: RAABE, UMA MULHER SALVA E RESTAURADA
TEXTO: JOSUÉ 2:1

            Não entendemos como Deus resolve elevar pessoas que muitas vezes são consideradas a escórias da sociedade, sabemos apenas que Deus realiza no ser humano tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13), não importa quem, Deus conhece a todos e examina os corações (Rm 8:27), ao mesmo tempo conhece o amanhã de todos. Deus escolhe as coisas vis deste mundo para confundir as que são (Rm 1:27,28). Na Bíblia há muitos exemplos de pessoas simples e humildes que foram escolhidas e designadas por Deus para realizar grandes obras, pessoas que talvez atualmente não déssemos a mínima importância, talvez devido o seu caráter, situação econômica e espiritual. Destacaremos alguns exemplos com personagens que se tornaram importantes ao cumprirem os desígnios de Deus, pois ele fez no passado, faz no presente e continuará fazendo no futuro.

Personagens que se destacaram
Quero citar algumas pessoas simples que realçaram na História Bíblica entre eles: José do Egito; Moisés; Josué e Raabe. José era apenas um sonhador que se tornou governador; Moisés um menino jogado no rio Nilo que se tornou o maior líder; Josué conduziu o povo hebreu à terra prometida; Raabe uma prostituta que morava em cima do muro de Jericó, pois essa mulher teve a sua vida restaurada e mudada através de uma atitude de esconder os emissários de Josué.

A atitude de Raabe   
A ação de Raabe em acolher e esconder os espias foi o ponto de partida para que a sua vida fosse restaurada, pela lei de Moisés se ela estivesse no meio do povo Hebreu ela seria apedrejada por conta do seu caráter, ela ignorou os perigos por esconder dentro da sua casa aqueles dos estranhos, pois essa atitude poderia custar-lhe a própria vida, procurada pelos homens de Jericó ela negou que aqueles homens estivessem lá, ela sabia e ouviu daqueles espias o que Deus havia feito e as promessas de grandes conquistas, ela creu, mas também sabia que se Israel invadisse Jericó ela pereceria com a sua família e fez-lhes uma proposta para que preservassem tanto ela como a sua família, e imediatamente eles aceitaram o seu pedido.

No mundo religioso e preconceituoso jamais acreditamos na restauração de uma pessoa de um caráter ruim, no entanto devemos saber que muitas dessas pessoas Deus têm propósitos que na nossa visão jamais aceitaríamos, visto porque nos ligamos muito ao passado das pessoas. Não existe indivíduo tão ruim que não se encontre nele algo bom. Nem os apóstolos queriam acreditar na conversão de Saulo de Tarso, mas por ser zeloso pela sua lei Deus marcou um encontro com ele.

A invasão de Jericó
Depois da invasão da cidade de Jericó, Raabe foi protegida juntamente com a sua família e habitou entre os israelitas casando-se com Salmom e dele nasceu Boaz, o bizavô de Davi, ela foi recompensada porque da geração de Davi nasceu o Messias. Muitas mulheres seguiam a Jesus entre elas uma que fora meretriz e outras que foram curadas de espíritos maus (Lc 8:2; Jo 8:1-11). Raabe aparece na árvore genealógica de Jesus Cristo (Mt 1:5,6), e pela sua fé está registrada na carta aos Hebreus na galeria dos heróis da fé. “Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias.” (Hb 11:31)

No mundo religioso as pessoas discriminam e mata muito mais, o preconceito religioso é pior e devastador, as pessoas não se perdoam, e nem aprenderam conviver com as diferenças, sem, contudo praticarem as suas obras. No conceito de alguns a Raabe jamais teria se quer uma oportunidade na vida. Que diríamos, pois da prostituta que trouxeram aos pés do mestre por ser apanhada em ato de adultério, pela lei de Moisés ela seria morta por apedrejamento, esse episódio foi narrado por João? (Jo 8:1-11). O que dizer de Saulo perseguidor do evangelho quando o mesmo tomou parte na morte de Estevão homem de fé, consentindo a morte daquele justo, simplesmente porque era um seguidor de Jesus Cristo (At 8:1), em meio a tudo isso o plano de Deus já estava traçado para que ele fosse o maior defensor do evangelho e sofresse por ele.

Amados, o que não podemos ver em uma pessoa Deus vê, jamais devemos subestimar as pessoas por não serem iguais a nós, mas tratá-las com dignidade e apreço, os discípulos não queriam receber de bom grado Saulo, mas ele foi transformado e seu nome mudado em Paulo, de perseguidor se tornou um perseguido por causa do nome do Jesus, seu legado são as belas cartas escritas as igrejas da Ásia, cartas estas que muito nos consolam e firmam a nossa fé. Raabe, o fio de escarlate posto na janela da sua casa já representava o grande livramento. O sangue de Jesus é a proteção e mudança pela lavagem e a regeneração através da obra de Cristo. Cuidado! Não desprezem e nem subestimem as coisas pequenas, quem se lembra do prumo na mão de Zorobabel? Jamais trate a obra de Deus de coisa e nem as pessoas de coisinhas, tenha respeito, principalmente um líder que se considera renomado, certamente esses tais já nasceram grandes ou nunca viram e nem conheceram coisas pequenas, além de não respeitarem aqueles que lhes deram o primeiro voto de confiança, pois aquilo que desprezais hoje podem te surpreender amanhã. A lei da semeadura permanece com a mesma eficácia.


Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

CASAMENTO, UM BEM MAIOR A SER PRESERVADO

ESBOÇO 630
TEMA: CASAMENTO, UM BEM MAIOR A SER PRESERVADO
TEXTO: Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).

Após a edificação espiritual o casamento é a mais importante das demais edificações, portanto seguir os conselhos Bíblicos é o mínimo que podemos fazer para torná-la ainda mais segura. Alguns pontos devem ser levados em consideração para que essa edificação seja mais consistente. Arrazoaremos sobre o amor afetivo, relacionamento, fidelidade e intimidade.

1. O amor afetivo “Storge”
A primeira coisa que os cônjuges devem fazer é se certificarem da real existência do amor entre eles, pois a ausência do amor impossibilita a continuidade dessa união, é impossível marido e mulher continuarem juntos sem se amarem, pois o amor é o ingrediente principal para a manutenção da união. O Apóstolo Paulo descreve as características do amor verdadeiro diz ele: "O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (I Co 13:4-7).

“Os que amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens. O amor é a imagem de Deus, mas não uma imagem da vida. É, isto sim, a verdadeira essência de toda a natureza divina, que fulga em bondade.” Martinho Lutero

2. A comunicação
Cada indivíduo possui a necessidade inerente de ser ouvido, isso é muito comum, maiormente entre os cônjuges, mas quando um deles não escuta o outro com os ouvidos e nem o coração se sentira mal amado e, involuntariamente se distanciam um do outro. Existem alguns sintomas na comunicação indicando que ela está em crise.

2.1. A interação
Quando um dos cônjuges nega-se a dialogar ou interagir sobre as suas dificuldades indica que uma crise mais profunda está bem próxima a se instalar entre eles, nesse momento alguns princípios são fundamentais e devem ser ressaltados:

a) Ouvir
Existem pessoas que não sabem ouvir atenciosamente até que a outra pessoa acabe de falar, essa atitude atropela o racionamento e o relacionamento. A Bíblia faz recomendações a respeito dessa atitude. Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha.” (Pv 18:13), sempre é bom prestar atenção no que o seu cônjuge está dizendo, mesmo que um deles ache que o assunto não tenha muita importância.

b) Falar
Ao interagir os cônjuges devem ponderar bem o que ouvem antes de responder ao outro quando necessário. Fale de tal maneira que o outro possa compreender e responder o que você está falando. “Saber dar uma resposta é uma alegria; como é boa a palavra certa na hora certa!” (Pv 15:23,28);  Quem é cuidadoso no que fala evita muitos sofrimentos.” (Pv 21:23); ‘Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20); “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tg 1:19). Fale sempre a verdade, mas faça-o em amor, não exagere, também não use o silêncio para frustrar o companheiro, mas explique o motivo porque não quer falar. Evitem discussões comprometedoras e não briguem, saiba que é possível discordar sem haver brigas. (Pv 17:14; Rm 13:13; Ef 4:31). Não responda com raiva, mas use a resposta branda e bondosa, uma palavra dura suscita ira, mas a branda desvia o furor (Pv 14:29; 15:1; 25:15; Ef 4:26,31).

A comunicação no casamento não é tudo, mas com certeza uma boa comunicação evitará muitos conflitos entre os cônjuges.


3. Perdoar
a) Saiba que nunca é demais enfatizar a importância do perdão na relação conjugal. Alguém disse que um bom casamento é a união de duas pessoas de sexos opostos que se perdoam. Um casal caminha para a zona de perigo quando se observa as seguintes evidencias:

b) A indisposição em reconhecer o seu erro ou dizer: Sinto muito, eu errei! Quando estiver errado admita o erro e peça perdão (Tg 5:6). Assegure-se de esquecer e não lembrar o fato de vez em quando. (Pv 17:9; Ef 4:32; Cl 3:13; 1 Pe 4:8).

c) Não culpe ou critique o seu cônjuge, ao invés disso, restaure, Anime e edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11).  Se alguém o atacar verbalmente, criticar ou culpar um ao outro não revide da mesma maneira. (Rm 12:17,21; I Pe 2:23; 3:9). Tente compreender a opinião do outro e não deixe espaço para as contendas. Preocupem-se com seus interesses (Fl 2:1-4; Ef 4:2). Entre os cônjuges pode haver discórdias, mas sem brigas.

d) Rever valores deixados para trás é fundamental, cabe aos cônjuges reavaliarem sobre os valores expressivos que foram olvidados e tentarem recuperá-los, para isso faz-se necessário um ou outro abrir mão de algum ressentimento guardado no coração. “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto revestiu-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.” Cl 3:13,14

4. Fidelidade
“A deslealdade ou falsidade, infidelidade”, acontece no casamento quando ele já está comprometido, esse é um dos piores momentos para os cônjuges, mas para que isso viesse a acontecer houve um caminho percorrido pelos cônjuges, principalmente quando o suficiente é ignorado e o insuficiente valorizado, a valorização entre os cônjuges em todos os sentidos reforça a fidelidade. “Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço. Por que deixar que as suas fontes transbordem pelas ruas, e os seus ribeiros pelas praças? Que elas sejam exclusivamente suas, nunca repartidas com estranhos. Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela.” (Pv 5:15-19).

5. Intimidade
O casamento é uma sociedade entre duas pessoas, onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, embora haja muitos casais que se sentem proprietário um dos outros, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores, porém o que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar sua mulher ou seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem sido correta? Procure reavaliar. Uma pessoa conquistada e valorizada será facilmente seduzida para uma relação mais profunda, mas para isso são necessários alguns requisitos:

a) A boa afinidade sexual é aquela que vem sendo trabalhada e preparada emocionalmente, pois os cônjuges devem estar cientes que o maior prazer será satisfazer a pessoa mais importante da sua vida, por isso o dialogar sobre o assunto é importante. O homem se sentirá preparado pelo que vê, e a mulher pelo que ouve. O preparo é responsável pelo tempero do ato, por isso calma, a boa aparência e cheiro fazem parte desse contexto, pois a ausência desses princípios dificulta o relaxamento e conseqüentemente a ausência do que é mais precioso para a mulher “o orgasmo”, dessa forma ela será a mais prejudicada. Após o ato sexual é recomendável que haja comentários beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado (a), o que chamamos de “poslúdio amoroso” que é um termo usado na música “é um trecho da musica executado após uma cerimônia.” Os cônjuges devem ter muito cuidado para não negar o direito do outro (I Co 7:3-6), muitas vezes um dos cônjuges usa como pretexto um tipo santificação exagerada para negá-lo, mas também pode ser que haja problemas hormonais que precisa ser tratado a tempo.

b) A idade
É importante levar em consideração os desgastes físicos e psicológicos, eles são inevitáveis, no entanto os cônjuges devem compartilhar, pois a idade avançada não impede, e dentro das possibilidades os cônjuges podem ter boa qualidade de vida conjugal atendendo as necessidades um do outro, pois as experiências adquiridas entre eles durante o tempo facilitam a satisfação, pois devemos levar em consideração que os corpos envelhecem, mas o AMOR NÃO.

O casamento é uma benção divina, por isso devemos valorizar e dar prioridade a ele, pois casamento é uma sociedade entre duas pessoas onde o primeiro bem a ser compartilhado é AMOR. O inimigo tem tentado de várias formas de alcançar o seio familiar para enfraquecer ainda mais a sociedade. Não podemos deixa para trás valores importantes relacionados ao casamento, caso alguns deles tenha sido olvidado tente restaurar fazendo como fez a mulher em busca da drácma perdida, os valores da família partem dos cônjuges, muitas vezes um deles têm que abrir mão de algo para preservar a família. Em uma guerra conjugal não existe ganhadores, ambos sairão perdendo e o pior é quando envolve crianças pequenas. Devemos fazer a nossa parte e pedir a Deus que nos ajude a vencermos os obstáculos encarando-as com firmeza e determinação, finalizando com renovação de votos e oração pelos casais.

Pr. Elis Clementino, Paulista – PE


AS CONSEQUENCIAS DA FALTA DE PERDÃO

ESBOÇO 629
TEMA: AS CONSEQUENCIAS DA FALTA DE PERDÃO
TEXTO: MATEUS 18:23-35

Neste estudo iremos abordar um tema de grande importância e doutrinário para todos, “o perdão”. No conceito de muitas pessoas perdoarem é difícil, podemos até lembrar-se de um perdão que liberamos para alguém que nos ofendeu, mas sem ressentimentos. Liberar o perdão não é fácil, mas é necessário porque ele faz parte do novo nascimento e da regeneração processo esse que facilita para que o indivíduo perdoe aqueles que lhe ofende.

Significado
Absolver, indultar, anistiar, desculpar, perdoar ou cancelamento de uma dívida. O perdão foi dado por Deus aos homens como uma oportunidade e meio de reaver os valores de um relacionamento, a falta dele pode trazer sérias conseqüências para o indivíduo como: Uma vida mecânica e fria sem nenhum sentimento e compaixão pelos faltosos, isso adoece a alma, peso na consciência, tristeza, remorso, rancor, esvaziamento espiritual e impedimento na adoração a Deus (Mt 5:24), como também impedimento as respostas das orações (Tg 4:3). Nas escrituras o perdão é discutido entre os discípulos e interrogaram Jesus a respeito, Quantas vezes devemos perdoar? Sete vezes? (Mt 18:21,22)

A quem é semelhante?
Jesus mostrou a quem era semelhante o Reino dos céus apresentando uma bela parábola sobre o ajuste de contas com seus conservo, trouxeram-lhe um indivíduo que lhe devia muito dinheiro e não tinha com que pagar, pois assim o empregado seria vendido como escravo com a sua família e tudo quanto possuía contato que a dívida fosse paga, mas o empregado implorou veementemente e prostrado aos seus pés suplicava dizendo: Dai-me um prazo e tudo te pagarei, e diante disso o patrão perdoou a sua dívida (1) Ele reconheceu a dívida; (2) Se humilhou; (3) Pediu-lhe prazo, mas o patrão sabia que ele não tinha com que pagar. Alguns requisitos devem ser levados em consideração para quem quer liberar perdão: (1) Compaixão, indulgência é uma atitude pertinente ao perdão, sem a misericórdia é impossível perdoar, principalmente quando a dívida é grande; (2) Somente a quem devemos é capaz de perdoar; (3) Quem for perdoado deve agir da mesma maneira para com os seus devedores (Mt 6.9-15). Muitas vezes não devolvemos da mesma forma aquilo que recebemos como disse Jesus na oração do pai nosso.

Atitude do servo
Ele não correspondeu da mesma maneira que foi beneficiado, após ser indultado aquele servo encontrou quem lhe devia, mesmo sendo uma quantia menor não quis perdoar, quem perdoa mais, mais ama “quem pouco se perdoa, pouco ama” "Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou, mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco amou." (Lc 7.47). Embora Jesus se referisse à mulher que ungia seus pés e enxugava com seus cabelos, mas consideremos tão atual o tanto quanto naqueles dias.

Aquele cervo não abriu mão da pouca quantia que certo homem lhe devia o oprimindo, espancando, instando contra ele dizendo paga-me o que deves “Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida”. (Mt 18:28-30).

As consequências
Quando não perdoamos aos nossos devedores deixamos de exercitar a misericórdia (Mt 5:7), que não usa de misericórdia as consequências são inevitáveis “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” (Tg 2.13).

            O perdão compreende de humildade, ninguém será capaz de perdoar sem essa modéstia. Os discípulos de Cristo devem entender que o amor é a base que nos conduz a liberar o perdão. Indultar uma pessoa que nos fez algum dano indica um ato de reconhecimento do seu valor. É impossível alcançar o reino de Deus sem perdoar, pois devemos seguir o exemplo de Jesus que perdoou seus algozes

Perdoar é a mais nobre atitude do ser humano para com o seu próximo, com o perdão tanto o que ofendeu quanto o ofendido estarão livres.

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE


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