SOFRIMENTOS QUE SE PROLONGAM.

ESBOÇO 600
TEMA: SOFRIMENTOS QUE SE PROLONGAM.
Texto: II COR 12:7.

O ser humano contraiu problemas para si quando desobedeceu ao criador. Os sofrimentos que as pessoas enfrentam na vida geralmente são de tipos diferentes, uns tem problemas maiores e outrem menores, uns mais prolongados e outro menos, dependendo do problema de cada um. Há sofrimentos que são verdadeiros espinhos na carne.

“Salomão no seu livro de Eclesiastes no capítulo 7 versículos 8 a 14, conclama a perseverar e procurar atingir os alvos ditados por Deus. O apóstolo Paulo escrevendo aos filipenses (Fp 3:13,14) que devemos percorrer o caminho, seja áspero ou suave, não importa, quando o crente assim faz, Deus opera de maneira graciosa, o qual se regozija na prosperidade e aprende a confiar em Deus na adversidade. Como Paulo, devemos estar contentes em todas as situações (Fp 4:12).

“A palavra “espinho” em (2 Co 12:7), nos dá a ideia de aflição, sofrimentos, humilhações, enfermidades físicas, mas não de tentação para pecar (Gl 4:13,14). 

1. O espinho de Paulo permanece indefinido, de modo que aqueles que têm qualquer espinho na vida podem aplicar á si mesmo como lição espiritual.

2. O espinho de Paulo pode ter sido uma ação demoníaca contra ele, permitida por Deus, mas por Ele limitada, assim como Deus limitou a ação diabólica contra (Jó 1:12; Jó 2:6).

3. Ao mesmo tempo esse espinho na carne de Paulo foi-lhe dado com a finalidade dele não se exaltar ou se orgulhar a respeito das revelações divina que receber de Deus.

4. O espinho na carne de Paulo tornou-o mais dependente da graça divina (V9; Hb 12:10).

Perguntas freqüentes feitas a nós mesmo.
(1) Porque eu sofro tanto meu Deus? (2) Será que eu estou pagando os pecados dos meus pais? (Jo 9:2). (3) O que eu fiz para merecer tantos sofrimentos? (4) Será que os meus sofrimentos não têm fim? (5) O que eu estou pagando? De que se queixará o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados (Lm 3:39).

Causas e Efeitos.
Não há efeitos sem causas. Todos os problemas têm origem e uma finalidade. Os sofrimentos sobrevêm com propósitos específicos e de acordo com as circunstancias dentro da vontade permissiva de Deus. Conforme disse Paulo aos romanos (Rm 8:28).

É impossível o homem viver no mundo sem provações e dificuldades, por mais fiel que ele seja para com Deus, (no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo (Jo 16:33; Mt 6:34). A fidelidade do homem a Deus não impede que ele seja provado nesta vida. O homem contrai problemas para si, e por isso devem-se evitar situações que nos tragam problemas como: Contenda, ira, (1 Tm 6:4; 2 Tm 2:23, 24; Pv 20:3). Os problemas e os sofrimentos nos ensinam e muito. (Sl 119: 67;71).

Falta de conhecimento
Por não entendermos os propósitos, por isso questionamos a Deus. Por que sofremos tanto? Ora, Deus fez o homem perfeito, mas a desobediência a ele trouxe uma série de consequencias que podem perdurar por toda vida.

 O homem não pode viver sem dificuldades (Jó 5:7; 14:1), mas devemos entender que elas nos impulsionam a luta ou há procurar algo melhor para si. Com os sofrimentos o homem passa a entender que vive na dependência de Deus.

Encontro de Saulo com o Senhor.
O encontro de Saulo com o Senhor no caminho de Damasco não lhe ausentou das consequencias de tudo quanto ele havia plantado contra os cristãos, as maldades dele eram reconhecidas pelos discípulos do Senhor, quando Hananias recusou de ir orar por ele na rua direita porque ele sabia que era aquele homem, mas Deus lhe fez saber a obra que estaria realizando em Saulo porque eu lhe mostrarei o quanto importa padecer pelo meu nomedisse o Senhor na visão. (At 9:5; At 9:15, 16; Isa 45:9, 10; Rm 9:20, 21; Gl 6:7). Jamais passou pela mente de Paulo que haveria de sofrer tanto pelo evangelho, o seu sofrimento perdurou até ao final da sua vida e com morte dolorosa por amor a Cristo.

O homem Provado por Deus.
Deus também põe os homens à prova, em (Dt 8:2, 3). Ele permitiu certas provações sobre o seu povo para saber se eles guardariam ou não os seus mandamentos, mas isso não significa que Deus não soubesse se continuariam fiéis ou não, pois um dos atributos de Deus é a onisciência. Na nossa visão seria desnecessário eles terem sido posto a essas provações porque Deus bem sabia o que havia em seus corações. É importante saber que nem sempre teoria corresponde com a prática. Na bíblia temos um grande exemplo de provação, Jó e sobre ele Tiago fez menção da sua qualidade e fé (Tg 5:11).

O desejo de ser livre dos sofrimentos.
Todos nós gostaríamos de sermos livres dos problemas desta vida, Paulo também tinha esse mesmo pensamento (2 Co 12:8), mas nem sempre nos é dada essa oportunidade. Paulo orou por três vezes para que o seu espinho na carne passasse, mas a resposta do Senhor foi A MINHA GRAÇA TE BASTA (2 Cor 12:9ª). Ele se sentia fragilizado através dos sofrimentos, só que o Senhor ainda lhe disse: O meu poder Paulo se aperfeiçoa na fraqueza (2 Co 12:9ª). Realmente o homem na sua fraqueza é levado à dependência de Deus e com isso surge a oportunidade para Ele operar (2 Cr 20:12; 2 Co 3:5). Paulo Disse: Três vezes orei ao Senhor. Muitas vezes quando indagamos a Deus Ele nos responde a nossa mente da mesma maneira que respondeu a Paulo.

O resultado das provações.
(1). As provações produzem perseverança (Tg 1:3); (2). Ela resulta em louvor para glória de Cristo (1 Pe 1:6, 7); Jo 9:3); (3). Não estranhe as provações (1 Pe 4:12,13); (4). Elas contribuem para o bem e não para o mal (Rm 8:28); (5) Bem-aventurado o homem que suporta as provações (Tg 1:12).

Os sofrimentos na vida do cristão não importam quanto eles durarão (Sl 30:5b; Sl 46:5). O crente precisa entender e compreender a natureza do seu sofrimento assim como Jó, em dado momento ele indagou ao Senhor fazendo muitas perguntas a respeito dos seus sofrimentos, porém, quando ele entendeu e compreendeu que Deus estava no controle de tudo disse: Bem seu eu que tudo podes e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido. Jó 42,1. O mais importante é saber no que resultará (1 Pe 4:12,13; 1 Pe 1:6; 1 Pe 1:7; Rm 8:18; 2 Cor 4:17; 1 Co 15:57).

Pr Elis Clementino – Paulista - PE



REFAZENDO O VASO



ESBOÇO 599
TEMA: REFAZENDO O VASO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo que está na mente de Deus.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus. Eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até a casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos de Deus em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade dele. Jeremias foi levado à casa do oleiro não para simplesmente assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4), mas aprender uma grande lição. Todo sofrimento do profeta era uma espécie de modelação para Deus realizar algo através de Jeremias cuja finalidade maior era “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade, não importa o tamanho da missão, apenas cumpra-a.

Mediante tantos sofrimentos o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para ele determina em grande parte o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida, podendo até mudar seus planos para nossa vida e fazer outro vaso, conforme bem pareça aos seus olhos (V 4).

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de pessoas e até nações, ele nos usa como instrumentos. As provações que passamos tem finalidades para o nosso próprio bem (I Pe 1.7) e de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, nada ele entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde Jeremias ia às coisas não pareciam bem aos seus olhos, a sua visão era que tudo estava dando errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranquilize o seu coração, o SENHOR está no controle.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

CÂNTICO DE VITÓRIA

ESBOÇO 598
TEMA: CÂNTICO DE VITÓRIA
TEXTO: ROMANOS 8:31-39
           
            Nesse texto intitulado o cântico de vitória Paulo expressa a sua confiança em Deus mostrando que ele é quem nos dá segurança de maneira que não devemos temer. Esse cântico é um incentivo para que também tenhamos a mesma fé.

Proteção divina
O que dizer mediante a tudo o que Deus havia feito por nós? “Se Deus é por nós, quem será contra nós” isso significa que a proteção divina sobre nós é muito maior do que qualquer outra, portanto a quem devemos temer? Quem se levantar será posto por terra. No cântico Paulo expressa de maneira muito apropriada que a maior parte Deus fez, e essa foi entregar seu filho por nós, “como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8:31,32),

Contra os acusadores
A respeito desses favores de Deus para conosco alguém pode até ficar irado e tentar acusar com a finalidade de impedir que Deus faça algo em nosso favor, podemos até ser vigiado vinte quatro horas como foi Daniel com a finalidade de acusá-lo (Dn 6:4,5, 10,11), mas quem intentará acusações contra os escolhidos de Deus se é o Senhor quem o justifica? (Rm 8:33), pois fomos escolhidos e justificados por Deus, ele nos escolheu e nos justificou. Jesus também fez a sua escolha “Não foram vocês que mim escolheram, mas fui eu que escolhi vocês (Jo 15:16)”. Devemos entender que por ele ter nos escolhido isso não nos isenta de sermos caluniados, perseguidos, humilhados, porém não derrotados, porque Deus é quem nos justifica, assim nenhuma condenação haverá se estivermos em Cristo (Rm 8:1,34). O único que poderia nos condenar, em vez disso deu a sua própria vida para nos justificar e ainda interceder ao Pai por nós (Rm 8:34). Então “Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor” (Is 54:17).

Inseparável
Por tudo o que recebemos de Deus torna-se inviável separarmos de Cristo, o amor com que ele nos amou é a razão disso, portanto não há motivos pelos quais venhamos nos separar do Senhor Jesus Cristo. A atribulação, ou angustia ou perseguição, fome, nudez, perigo ou a espada? (Rm 8:35), além do perigo de morte e considerados como ovelha indo para o matadouro, mas por essas coisas somos mai que vencedores por Ele que muito nos amou (Rm 8:37).

Como não bastasse além do relato descrito no seu cântico, Paulo demonstrou a sua firmeza e confiança em quem ele tinha crido. ‘Estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestade, nem a morte, nem o povir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Rm 8:38,39). Devemos permanecer firmes e convictos em quem cremos e certos que ele nos dará vitória em todas as coisas.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

AS MALDIÇÕES DE SIMEI

ESBOÇO 597
TEMA: AS MALDIÇÕES DE SIMEI
TEXTO: 2 SAMUEL 16:5

            As palavras imprecatórias amedrontam muitas pessoas. As imprecações são impetradas por pessoas cujos corações estão cheios de iras. Essas terminações são usadas desde os tempos antigos, as pessoas que acreditavam terem poderes dados por Deus, tanto para amaldiçoar quanto abençoar, portanto ainda hoje esses termos são usados por pessoas religiosas que se baseiam no passado.

Significado
a) A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras de maldição sobre pessoas e coisas. (b) Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Existem alguns salmos considerados imprecatórios, são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores, eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus sobre pessoas e povos, inclusive as imprecações mais longas estão nos salmos 35, 69 e 109, mas alguns traços de vingança também aparecem em outros, podemos citar alguns: (Salmos 31.17-18; 40.14-16; 54.7; 55.15; 58.6-7; 59.9-13; 83.9-17; 137.8-9; 139.19; 40.1). (c) Proclamar a desgraça de alguém ou uma praga.

O poder das imprecações
Ao ler o livro de salmos são necessárias algumas considerações, pois as maldições em algumas ocasiões expressas por pessoas apoiadas em algumas atitudes de outras podem causar infortúnios “infelicidade, desgraça, calamidade e desventura em determinados indivíduos”. As religiões antigas confiavam nessas declarações emocionalmente carregadas, que proclamadas trariam essas consequências, por isso as pessoas atualmente continuam temendo as maldiçoes (Rm 3.14). Devemos levar em conta o poder espiritual daquele que amaldiçoava ou abençoava. Jacó abençoou não somente os seus netos, Efraim, Manassés, mas também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm feito sentir o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33); Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9.25,26; Dt 27.16). Há pessoas malignas, que recebem ajuda de espíritos malignos ou maus, e evidentemente podem prejudicar, ou mesmo levar outra pessoa as enfermidades e até a morte, entretanto não devemos ser supersticiosos a ponto de acreditar que venham sobre nós mau olhado ou coisas parecidas, mas sabe-se que há pessoas dotadas de um grande poder PSÍQUICO e podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes. Se amarmos as maldições elas sobrevirão (Sl 109:17).  “Como um pássaro que foge, como uma andorinha no seu voo, assim a maldição sem causa não se cumpre” (Pv 26.2).

Geralmente as pessoas que recebe alguma palavra de maldição ou praga se sentem terrivelmente abaladas, outras não, podemos falar sobre as pragas de Simei sobre Davi. Aqueles que têm confiança em Deus não se desesperam “Quando o rei Davi chegou a Beurim, um homem de clã da família de Saul chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade determinando maldições conta ele” (2 Sm 16:5). Duas coisas acontecem com o povo de Deus, (a) A maldição sem causa não funciona (Pv 26:2); (b) Praga nenhuma lhe alcançará (Sl 91:10,12). Enquanto Simei amaldiçoava Davi estava tranqüilo e não revidou, não pronunciou nenhuma palavra contra ele

A proteção divina sobre as imprecações
Proteção é algo que nos envolve de maneira sobrenatural e os que estão debaixo dessa proteção Divina, não sofrerão influencias estranhas e malignas, “pois contra Jacó, não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23.23)”. As maldições não alcançam o povo de Deus (Nr 22.12,18; Nr 23.11; Nr 24.10). Deus inverte a maldição em benção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23.5). As palavras imprecatórias não nos alcançam e podemos desfrutar dessa benção (Sl 91.10; Isa 54.17; Jó 5.21; Tg 3.8-10; Rm 8.31, Nr 14.9; Jó 34.29; Sl 118.6; Rm 8. 33,34). Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34.7; Sl 91.3 – 12). Paulo escreveu aos romanos que não há quem condene aquele que Deus justificou (Rm 8:31)

As bênçãos divinas
Assim como podem vir às maldições as pessoas desobedientes, as bênçãos divinas também virão sobre os justos. No antigo testamento as bênçãos eram proclamadas em momentos solenes, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.  O antigo testamento encerra varias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a benção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16), essas bênçãos tinham grande valor, porque elas eram proclamadas e as pessoas criam no Deus de Israel. Moisés proferiu uma benção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a benção clássica é a benção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26). As bênçãos eram invocadas quando na adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8). A postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22). No novo testamento há bênçãos eloquentes, em (Rm 15:3; 2 Co 13:14; Hb 13:20,21; Jd 24:1; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), várias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a benção apostólica no final.

As bênçãos divinas estão a nossa disposição, nós somos quem escolhemos (Dt 11:26,28). As bênçãos caem sobre os justos (Pv 10:6), ela enriquece sem acrescentar dores (Pv 10:22). Pela benção do justo a cidade se alegra (Pv 11:11). O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10). Deus fará descer chuvas de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Devemos confiar inteiramente no Senhor, pois dele vem a nossa proteção e as bênçãos divinas, as maldições não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar (Sl 91:14,15). Mesmo que alguém nos faça o mal, não devemos retribuir com o mal, antes pelo contrário abençoá-lo (I Pe 3.9,10), tenhamos a certeza que o Senhor nos protegerá enquanto confiarmos nele, e nos fará com que as suas copiosamente bênçãos caiam sobre nós e nossos filhos.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

O VALOR DA OFERTA E DOS DÍZIMOS



ESBOÇO 596
TEMA: O VALOR DA OFERTA E DOS DÍZIMOS
TEXTO: MARCOS 12: 41-44
           
É notável nos nossos dias quando alguns líderes apelam para as contribuições financeiras, geralmente enfatizam o valor da oferta, ou seja, estipulam valores, isso pode até ser feito quando se tem um propósito para determinada coisa que seja para o beneficio da própria igreja, mas não permitir que as pessoas entendam que seja como um investimento para receber algo em dobro, o dizimar ao Senhor deve ser do modo que independa se receberemos ou não. O dízimo não é negociata com Deus, estamos apenas devolvendo aquilo que ele nos deu. O que determina o valor dos dízimos e das nossas ofertas alçadas não é a quantia ou valor monetário. Falarei de maneira bem rápida sobre os nossos dízimos e ofertas.

O que é o dízimo?
O dízimodécima parte” é o reconhecimento de que tudo pertence a DEUS. É uma profunda relação entre você e Deus. O dízimo é devolver a Deus essa pequena parte de tudo aquilo que você recebeu dele. O dízimo ao Senhor é um mandamento divino para o seu povo (Ml 3:10). Quando dizimamos ao Senhor receberemos também proteção da parte que nos restam (Ml 3:11).

O Senhor através do profeta adverte o povo sobre os dízimos e as ofertas, porque eles estavam negando aquilo que era do Senhor e achavam que não valia apena, pois eles estavam olhando para a prosperidade dos injustos que não tinham compromisso com Deus (Ml 3:14,15). As igrejas cristãs devem sempre ensinar aos fiéis a dizimarem porque a obra de Deus sempre foi e será realizado com os dízimos e as ofertas o versículo dez deixa bem claro “para que haja mantimento na minha casa”

Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; (Pv 3:9).

Liberalidade no antigo Testamento
Os corações dos israelitas se inclinavam a ofertar para o tabernáculo, esse era um grande exemplo de liberalidade eram tantas as dádivas que o povo se impressionou (Ex 35:22; 36:5). Davi rei de Israel também ofertou para o templo (I Cr 29:3,4); Dádivas para reparação da casa de Deus (2 Cr 24:10); Ofertas também para a reconstrução do templo de Jerusalém (Ed 1:6; 2:69; 8:25; Ne 7:70; Lc 19:8). Observemos que o coração do povo estava aberto para ajudar a obra de Deus.

Liberalidade na Igreja primitiva
A igreja primitiva estava unida com o propósito de desenvolver a obra e ao mesmo tempo cuidar dos seus próprios membros (At 4:34,35; 11:29; 2 Co 8:2; Fp 4:16), embora a igreja tenha enfrentado vários problemas, mas foram superados pela unanimidade dos seus membros. Quando lemos o texto entendemos ser uma prática muito comum os cristãos trazerem as suas ofertas e dízimos para o templo do Senhor, algo hoje que deve ser levado em consideração, o tipo de oferta que oferecemos ao Senhor, isso é o que determina o valor dela, a viúva estava simplesmente devolvendo a parte que pertencia ao Senhor (Mc 12:41-44). O que determinou aquela oferta ser a maior não foi o valor monetário, pois ela havia depositado tudo que tinha, no entanto a fé e a humildade daquela viúva falaram muito mais alto do que a expressiva forma que as outras pessoas depositavam no ofertório.

            Devemos dar a Deus a parte que lhe pertence, quando fazemos isso estamos reconhecendo que tudo quanto temos provém de Deus. Jamais devemos entender que tudo quanto temos não tem a participação divina, mesmo que não seja um cristão, pois as bênçãos do Senhor vêm sobre todos, mas nem todos compreendem que provém dele, por isso se tornam mal agradecidos. O crente sabe que se o Senhor fechar as janelas dos céus nada virá, por isso além de ofertar dizimamos com aquilo que é dele. Deus tem muitas maneiras de nos recompensar, muitos entendem que a recompensa vem somente pelo lado financeiro, mas nem sempre Deus age assim, ele é multiforme na maneira de abençoar o seu povo, mas de qualquer forma é bênção, seja na parte financeira, na saúde e inteligência. Deus nos abençoa da maneira que ele quer.

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;Conforme está  escrito:Espalhou, deu aos pobres;a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus.  (2 Co 9:7-11).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

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