ESBOÇO 745 O BOM SAMARITANO

ESBOÇO 745
TEMA: O BOM SAMARITANO
TEXTO: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” LUCAS 10:29-37; GÁLATAS 5:14;

            A mensagem de Jesus enfatiza a importância da prática do amor ao próximo, ele foi interrogado por um homem a respeito da entrada no reino de Deus, Jesus respondeu-lhe que ele devia amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo, sem entender e inconformado com a resposta ele interroga novamente, mas quem é o meu próximo? Naquele momento Jesus através de uma parábola mostrou-lhe quem seria o próximo.

1. Personagens envolvidos na narrativa
A essência central era o amor ao próximo, nela Jesus apresenta quatro personagens, dois religiosos, um samaritano e o quarto homem um sujeito desconhecido onde a história girou em torno dele.

2. A parábola
Descia um homem para Jerusalém, esse caiu nas mãos dos salteadores os quais o desposaram, e espancando-o deixou quase morto, consideremos que são nos momentos mais difíceis da vida que conhecemos onde está o nosso próximo, ora! Exercer o amor ao próximo independe de quem quer que seja.

3. Atitudes do sacerdote, do levita e do samaritano
3.1. Um sacerdote descendo pelo caminho nada fez pelo homem caído como morto e nada fez por ele, embora os sacerdotes tivessem atribuições importantes como: Cuidar do altar, dos sacrifícios e do povo perante Deus, havia uma relação entre sacerdotes e levitas enquanto eles representavam a religião os sacerdotes e a prática da religião. O exercício do amor ao próximo é um dever abrangendo a todos, inclusive os sacerdotes e levitas que tinha o dever até de socorrer os animais (Dt 22:4; Hb 5:1). Naquele sacerdote faltou a compaixão. O sacerdote passou e nada fez em prol daquele homem. O sacerdote passou e olhou, mas não com sentimento de compaixão e dor pelo próximo e passou a passos largos.

3.2 O Levita
Os atributos do levitas eram cuidar dos sacerdotes, das orações, da limpeza, dos suprimentos, da música e das ofertas, levita fala das boas obras, tanto o sacerdote quanto os levitas não podiam estar alheios a situação daquele homem. Não podemos ser apáticos nos nossos olhares para com os necessitados e aflitos, não olhemos somente com os olhos, mas também com o coração (Mt 13:15; Ef 1: 17,18). Não devemos agir como aqueles dois religiosos, mas estender as nossas mãos a eles.

4. O bom samaritano
Ele é a figura central desta parábola, ele simboliza a misericórdia divina através de Jesus Cristo (At 10:38), mas em que consistiu a bondade daquele Samaritano? (1) Não serviu a si mesmo; (2) Chegou perto; (3) Olhou com o coração; (4) Desceu ao nível do necessitado; (5) Untou as suas feridas com azeite; (6) Pôs o homem sobre a sua cavalgadura; (7) O conduziu a um hospital para ser cuidado; (8) Valorizou mais a vida do que o dinheiro.

            Esse texto evidencia a misericórdia de Deus através de Jesus Cristo e o seu amor para conosco quando estávamos caídos e enfermos espiritualmente. O maior ato de solidariedade é estender a mão ao próximo no momento que mais ele precise, pois há muitas pessoas nas mesmas condições daquele homem, caído à beira da estrada e pessoas como o sacerdote e o levita que igualmente passavam por perto e não demonstraram a compaixão de Deus para com aquele pobre homem. O bom samaritano é a expressão do amor e da misericórdia ao próximo, por isso Jesus o qualificou de bom, qualidades que poucas pessoas atualmente têm, vamos fazer alguma coisa pelos que sofrem, independentemente de cor, raça, religião entre outros.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
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ESBOÇO 744 A SÍNDROME DA GRANDEZA

ESBOÇO 744
TEMA: A SÍNDROME DA GRANDEZA
TEXTO: “Doze meses depois, quando o rei estava andando no terraço do seu palácio real em Babilônia, disse: Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?” Daniel 4:29,30

                O senso humano é quem controla as aspirações ou sentimentos, quando ele não faz a ponderação, ou seja, um justo ajuizamento das suas idéias, a partir dali o indivíduo dará início a uma série de erros. O orgulho começa quando o indivíduo super valoriza a sua obra e deprecia a das outras, quando o homem se ufana do que faz e toma a glória de tudo que faz para si mesmo considero a síndrome da grandeza. Ninguém faz sozinhas as grandes obras, nelas se envolvem muitas pessoas e algumas delas as capazes de perderem as suas próprias vidas.

1. Significado:
O que é a síndrome?
a) Conjunto de sinais e sintomas observáveis em processos patológicos diferentes e sem causas especifica; b) Conjunto de sinais ou de características que, em associação com uma condição critica, são passíveis de despertar insegurança e medo.

2. Características da síndrome da grandeza
2.1. O orgulho,
O indivíduo se sente acima de tudo e de todos.
2.2. A auto-suficiência,
O desejo de glória e poder sobre as outras pessoas;
2.3. O egoísmo,
Os egoístas não dividem nada com ninguém, o lema é: tudo meu, nada teu e são exclusivistas;
2.4. Perda de capacidade de interagir;
Incapacidade de interagir com igualdade com outras pessoas;
2.5. Não vê e nem escuta,
Não enxerga seus próprios erros e nem escuta com os ouvidos os bons conselhos, e quando orientado aceita apenas aquilo que lhe é mais conveniente (2 Cr 10:8-15).

Exemplo:
Nabucodonosor ao ver a sua majestosa construção “a Babilônia” contraiu para si a glória, e não mais atribuiu a alguém; (1) Se gloriou das próprias obras; (2) Fez todas as coisas com seu enorme poder; (3) Construiu para a glória da sua própria majestade (Dn 4:29,30). Aqueles que têm a síndrome do poder agem de maneira isolada não atribuindo qualquer obra feita por ele a ajuda ou participação das outras pessoas, nem mesmo a Deus que lhes concedeu as oportunidades para realizar as grandes obras.

3. As consequências
3.1. Perda da visão, não vê o abismo que o espera;
3.2. Com perdas de amizades;
3.4. Perda da sensibilidade tornando-se insensível em relação aos sofrimentos alheios;
3.5. Isolamento, por se julgar auto-suficiente;
3.6. Perda de equilíbrio na liderança;
3.7. A queda. “O orgulho precede a ruína e a altivez de espírito à queda.” (Pv 16:18).

                Amados irmãos, a síndrome da grandeza tem afetado muitas pessoas em pleno exercício da sua liderança, principalmente quando chega ao topo do sucesso, em qualquer posição por mais nobre que seja na sociedade ou na igreja. Amados nenhuma obra por pequena que seja não caracterize como exclusivamente sua, precisamos ter muito cuidado com o orgulho, ele nos faz pensar que somos melhores que as outras pessoas. Os orgulhosos não se submetem aos homens e muito menos a Deus, por achar que seu próprio caminho é o melhor, ele esquece que Deus é Juiz, ele julga corretamente na sua balança fiel, “Pese-me em balança justa, e saberá Deus a minha sinceridade, Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,” (Jó 31:6,7); “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer. Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria.” (Pv 11:1,2). Deus conhece os corações, ele abate os exaltados e exalta os humildes (I Sm 2:7,8; 1 Pe 5:5). O orgulhoso somente despertará do seu engano quando humilhado até o chão. O Nosso orgulho deve estar em Deus (Jr 9:24), porque tudo é dele e vem dele “Assim diz o Eterno Todo Poderoso, o Deus de Israel: Eu fiz a terra, os seres humanos e todos os animais que nela estão por intermédio do meu magnífico poder e através do meu braço estendido, e dou-a a quem Eu entender que devo dar. Sendo assim, agora, pois, Eu mesmo entrego todas as nações nas mãos do meu serviçal Nabucodonosor, rei da Babilônia; dou-lhe até mesmo os animais selvagens, para que o sirvam.” (Jr 27:4-6). Deus exalta, mas também abate o exaltado, tenhamos cuidado.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
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ESBOÇO 743 JOSUÉ, O SUCESSOR DE MOISÉS.

ESBOÇO 743
TEMA: JOSUÉ, O SUCESSOR DE MOISÉS.
TEXTO: JOSUÉ 1:1-9

            Todo líder essencialmente deve preparar um sucessor, por mais seguro que ele se ache um dia será substituído. Moisés foi um grande líder e preparou Josué para ser o seu sucessor, mas a bíblia não registra quem Josué preparou para ser seu. Moisés passa a liderança do povo a Josué para conduzi-los a terra prometida, ele também recebeu de Deus promessas e as instruções necessárias para conduzir o povo até Canaã, a terra prometida por Deus a Abraão. Pensemos um pouco a respeito de sucessão, critérios, capacidade e os cuidados com as aparências dos que forem sendo chamados.

Um sucessor
A infalibilidade humana leva o homem a pensar da seguinte forma: Quem irá me substituir? Atualmente há uma preocupação de muitos líderes sobre os seus sucessores, alguns já têm a pessoa certa, geralmente é um membro da família, um filho, um genro, isso acontece, seja em qualquer área. Parece que outras pessoas, a não ser da família são tidas como incapazes para assumir a liderança de um empreendimento, no sentido religioso há diferença, principalmente quando se acredita que a escolha de pessoas para certos serviços sagrados acontece com o envolvimento divino, ou seja, Deus escolhe, ou aprova a quem o homem escolher, nesse caso quando a escolha é feita de maneira descompromissada com Deus, violamos a soberana vontade, ou seja, ele tem que aceitar mesmo contra a sua vontade quem eu escolhi.  Josué já havia sido treinado por Moisés, nos encargos e nas comissões a ele confiado.

Há um bom e grande exemplo nos dias dos apóstolos, Matias foi escolhido para ficar no lugar de Judas, mas de que maneira? "E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido. Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.” E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias, e por um voto comum foi contado com um dos onze apóstolos (At 1:24-26). Oração deve ser o ponto de partida para qualquer escolha e decisão a ser tomada na igreja, algo interessante deve ter ocorrido no momento da escolha, lançaram sorte e caiu sobre Matias, embora existam alguns questionamentos sobre essa escolha que não prefiro comentar nesse argumento.

Critérios para assumir um apostolado
Há critérios desde a primeira escolha dos Diáconos para a Igreja, (At 6:3), os escolhidos deveriam ser selecionados para desenvolver a função de diáconos, talvez hoje não se olhe a necessidade desses critérios, porém são indispensáveis, os candidatos deviam ter qualificações morais e espirituais para fazer parte do corpo ministerial da igreja (I Tm 3:1-13). Os escolhidos necessariamente devem viver uma vida exemplar tendo um bom convívio familiar (I Tm 4:12,15).

A capacidade
Escolher homens capazes é imprescindível para o bom desenvolvimento da obra, porém muitas vezes queremos levar ao extremo considerando que a capacidade intelectual seja tudo, e se dispense à espiritual. Deus é quem capacita (2 Co 3:5) e conhece a pessoa certa para o lugar certo. Muitas vezes o egoísmo não permite preparar obreiros para a seara do mestre, já quer encontrar pronto, muitas vezes querem trazer para dentro da igreja a automatização, ou seja, tudo seja imediato e sem nenhuma avaliação prévia, às vezes são escolhidas pessoas cuja cultura engorda os olhos do líder, mas isso se constitui um perigo para a obra de Deus. Antigamente se errava menos, porque se pedia a direção e orientação divina através da oração quando era necessário substituir um obreiro em determinada congregação, torno a lembrar que após a morte de Judas houve uma preocupação de quem ocuparia o seu lugar, eles oraram e lançaram sorte, votaram e elegeram Matias para compor o ministério.

Os desgastes de Moisés
Durante o seu ministério Moisés pensava que podia fazer tudo sozinho, e isso lhe trouxe um desgaste muito grande, muitas vezes tem aquele que observa o líder, mais tem receio de dar uma orientação para facilitar o trabalho, ou uma dica. O sogro de Moisés, o Jetro, vendo o seu desgaste disse para ele escolher homens líderes para lhe ajudarem (Ex 18:24), não devemos esquecer que existem os Bezalieis no meio da congregação “aquele tipo de pessoa simples, mas pau para toda obra” esses muitas vezes não é visto, mas Deus sabe aonde eles estão e pode nos revelar.

Cuidado com as aparências, elas enganam.
Cuidado com as aparências, muitas vezes é o que se leva consideração pensando como Samuel nos primeiros momentos ao chegar à casa de Jessé para ungir um rei para Israel, a sua visão focou muito bem em Eliabe, moço forte, cuja aparência se destacava dos demais irmãos (I Sm 16:6). Na visão divina é diferente, muitas vezes o Senhor apresenta alguém que não chama a atenção através da aparência, “Deus escolhe as coisa vis para confundir as que são” (I Co 1:26-28). Davi era o menor, parece ser ele o serviçal da família, “aquele tipo vai fulano” estava distante de casa por trás das ovelhas “achei Davi por detrás das malhadas” (2 Sm 7:8,9). Aqueles que ainda hão de desenvolver algo na obra de Deus muitas estão longe do nosso alcance, talvez já estejam perto, outros talvez ainda na escravidão do pecado, alguns ainda estão como Davi cuidando no aprisco das ovelhas, no esquecimento e outros já estão sendo trabalhado por Deus.

            Após Josué ser nomeado para o comando recebeu a confirmação do Senhor logo no inicio da sua liderança “Assim como fui com Moisés serei contigo” (Js 1:8). Os critérios para que Josué fosse confirmado como novo comandante do povo de Deus foram as suas boas qualidades e as experiências adquiridas na companhia de Moisés, Deus capacitou Josué para substituir o maior líder da história da humanidade. Na atualidade Deus continua chamando a capacitando quando não é escolhido por vista, mas na direção de Deus.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

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ESBOÇO 742 JEZABEL, UMA MULHER INFLUENCIADORA.

ESBOÇO 742
TEMA: JEZABEL, UMA MULHER INFLUENCIADORA.
TEXTO: “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, o incitava.” (I Rs 21:25).
           
Existem ações influenciadoras negativas que devem ser abdicadas, falarei nesse assunto sobre a influência de Jezabel, mulher de Acabe rei de Israel, sem dúvidas ela se tornou uma ameaça ao reinado do marido, ela teve um espírito influenciador capaz de prejudicar a Israel. Jezabel fez grandes estragos na vida de muitas pessoas, principalmente investindo contra aqueles que serviam ao Deus Altíssimo.

1. Significado do seu nome
1.1. O significado do nome Jezabel é “Baal exalta” ela era filha do rei Sidônios Etbaal.

1.2. O seu casamento
Jezabel casou-se com Acabe com finalidades específicas cujo propósito era estreitar as relações e acordos comerciais, políticas e religiosa entre Israel e Fenícia, o que certamente trariam grandes prejuízos a Israel, com essa união Jezabel interferiu no governo do seu marido, fazendo com que ele se tornasse  pior dos que os reis que lhe antecederam. Jezabel se tornou uma mulher dominante no palácio real implantando o culto a Baal, e a perseguição aos profetas do Senhor, era uma mulher estrategista e perigosa.

1.3. A implantação do culto a Baal.
Como idolatra e seguidora de Baal, Jezabel implantou o culto ao deus pagão da fertilidade, na economia alterou o estatuto de Israel, principalmente as leis em relação ao uso das terras. Baal era o deus dos latifundiários, eles tomavam as terras das pessoas e distribua a outros, e depois as terras voltavam para seus antigos donos.

1.4. Perseguidora dos homens de Deus
A temida Jezabel era uma grande perseguidora dos profetas, desejou matar Elias, por ele ter desafiado seus profetas mentirosos, o seu deus “Baal” (I Rs 18:25,26). Uma das coisas que ela mais sabia fazer era intimidar as pessoas, era ambiciosa e caluniadora, induziu a Acabe ao erro e consequentemente Israel.

1.5. Jezabel, uma mulher ambiciosa
Jezabel era uma mulher ambiciosa, Acabe invejou e quis comprar a vinha do seu vizinho Nabote que ao receber a proposta se recusou a vendê-la, pois a sua posse era uma herança dos seus pais, as suas terras podiam ser arrendadas menos vendidas, com essa recusa de Nabote, Jezabel se comprometeu a entregar a vinha de Nabote em suas mãos (I Rs 21:7).

2. A sua influência na Igreja
Precisamos discernir o espírito de Jezabel na igreja, a sua influência é citada na carta à Igreja de Tiatira, embora não se comprove se existiu nessa época alguma mulher com o mesmo nome e características de Jezabel, esse nome foi citado pelo Senhor como algo ruim naquela Igreja, a ponto de Jesus condenar a sua atitude “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetiza, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria.” (Ap 2:20). Pressupõe-se que exista um espírito que muitas vezes penetra no meio da igreja, trazendo alguns costumes como a idolatria e até prostituição.

            Tenhamos muito cuidado porque o espírito de Jezabel continua influenciando e induzindo ao erro muitos cristãos, tanto homens como mulheres. Jezabel promove a exposição da sensualidade e isso se constitui um grande perigo. Busquemos o Senhor com a finalidade de obter dele a proteção dos ataques desse espírito, além de buscarmos a proteção divina precisamos fazer a nossa parte nos afastando de qualquer zona de perigo e nos abrigarmos conforme disse Paulo em sua carta a Igreja que estava em Efésio (Ef 6:10-17).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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ESBOÇO 741 DEUS, A SUA GLÓRIA A OUTRO NÃO DARÁ.

ESBOÇO 741
TEMA: DEUS, A SUA GLÓRIA A OUTRO NÃO DARÁ.
TEXTO: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” Isaias 42:8; 48:11b

                A glória é algo muito particular de Deus, ela não será dividida com ninguém, é propriedade somente dele, no entendimento dos católicos houve uma adulteração nesse versículo, eles alegam que no original onde se encontra a palavra ÍDOLO em lugar de imagens de escultura. O que desejo comentar nesse esboço não são em si as palavras ídolo e imagens de escultura, mas a glória de Deus que não será dividida com ninguém.

I. Glória
Glória é honra, prestígio, fama, ela pertence unicamente a Deus criador, todo homem deve reconhecer e adorá-lo pela sua grandeza e majestade Sl 93:1,2), ele está entronizado entre os louvores de Israel (Sl 22:2,3). Lucifer desejou está acima de Deus “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao altíssimo.” (Is 14:13,14).

II. Construindo para a sua própria glória
Nenhum homem deve tomar glória para si daquilo que ele faz, pois nenhum empreendimento pequeno ou grande é feito pelo homem sem que haja consentimento divino. Nabucodonosor construiu Babilônia para a sua própria glória? “falou o rei, e disse: Não é esta Babilônia, a grande, que eu mesmo construí para a casa real, com minha própria força e poder, e para a glória da minha majestade? (Dn 4:30). O rei Belsazar se engrandeceu e usou os cálice sagrado da casa do Senhor recebeu a sua sentença (Dn 5:1-4,22-30); O rei Uzias se engrandeceu e resolveu na sua grandeza queimar incenso no lugar sagrado (2 Cr 16-23); Herodes era orgulhoso e governava a Judéia e estava perseguindo a Igreja do Senhor,  após o  discurso dele; o povo gritava: “é voz de Deus e não de homem.” o seu final foi triste morreu comido de bicho, a glória de Deus não é dividida com ninguém. (At 12:22); Jesus estava diante de Pilatos e ele disse: “Eu tenho poder para te prender e te soltar?” “Ao que respondeu Jesus: Nenhuma autoridade é te dado se não for de cima.” (Jo 19:10,11);

III. Exaltando o poder de Deus
Após Ana receber a sua grande vitória, exaltou ao Senhor pelo seu poder dizendo:
1. “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.” Ela reconheceu a soberania divina sobre todos e a reverencia a Ele era indiscutível;
2. Cuidado no falar. “Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança.”
3. A justiça divina. O Senhor julga com justiça e defende a causa dos oprimidos quebrando o arco dos fortes “O arco do forte foi quebrado. E os que tropeçavam foram cingidos de força.
4. Sacia a fome dos famintos. Os fartos se alugaram por pão, e cessaram os famintos;
5. A infertilidade. Até a estéril deu à luz sete filhos, e a que tinha muitos enfraqueceu.
6. Dono da vida e senhor da ressurreição. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer a sepultura e tornar a subir dela (Ressurreição”;
7. Dono dos grandes tesouros. O Senhor empobrece e enriquece;
8. Humilha e exalta. Ele abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo e exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes, para fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo, “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder? (Jó 26:14)

IV. Proteção aos seus santos
Ana na sua oração inclui a proteção divina sobre seus santos “Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força. O que contenderem com o Senhor serão quebrantados desde os céus trovejará sobre eles; O Senhor Julgará as extremidades da terra...” (I Sm 2:1-10; Sl 34:7; 91; I Pe 5:8).

                Adoremos ao Senhor pela sua grandeza, precisamos nos humilhar perante Deus, reconhecendo que somos fracos e dependentes dele. Nenhuma glória permanente terá o homem, tudo passa, todavia jamais devemos nos orgulhar das obras que realizamos, e nem confiar nos bens que possuímos (Sl 49:6), porque quando morrer nada levará (Sl 49:7,17). Reconheçamos que somente ele é Deus e está acima de todos os deuses (Sl 95:3,4; 133:4,5), portanto toda glória e honra pertence ao SENHOR. Sirvamos a ele em santidade todos os dias (Lc 1:75). Não adorem a Deus pelo que ele tem para vos dar, mas pelo que ele é.


Pr. Elis Clementino – Paulista –PE - AD Excelência

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