A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA

ESBOÇO 682
TEMA: A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA
“Josué filho de Num servidor de Moises desde a sua juventude, disse: Moises, meu senhor, proíbe-os” (Nr 11:28).

A intransigência é um dos males que tem afetado muitas pessoas em todo mundo, independentemente de classes sociais e religião. O absolutismo tem gerado muitos problemas em todas as camadas da sociedade, o exclusivismo é a ponte que leva a intolerância e conseqüentemente a discriminação. As escrituras sagrada exemplifica isso como um problema antigo na humanidade. Josué um dos jovens servidor de Moisés teve ciúme porque Eldade e Medade profetizavam no arraial “Moisés, meu Senhor, proíbe-lho” (Nr 11:28,29), também os fugitivos de Efraim para serem identificados teriam que dizer  chibolete; porém eles diziam sibolete e automaticamente eram mortos. Os meninos clamavam no templo Hosana ao filho de Davi, os sacerdotes e escribas indignaram - se (Mt 21:15). Neste breve comentário discorreremos até que ponto a intransigência pode chegar ao meio cristão.

Significado:
Intransigência; intolerância, absolutismo, extremismo, fanatismo e ignorância.

A intolerância.
A intolerância gera exclusividade, ciúmes, discriminação, murmuração e perseguição, os egípcios não se alimentavam com os hebreus, pois isso era abominação para eles (Gn 43:32). Os samaritanos não podiam se comunicar com os judeus (Jo 4:9). Pedro teve uma visão a respeito de Cornélio (gentio) e disse: “Mas vós bem sabes que não é lícito um judeu juntar-se, ou chegar-se perto de um estrangeiro” (At 10:28). Hoje não é diferente, as pessoas atingidas por esse mal fazem distinção entre denominação A e B, às vezes depreciando como se não fossemos comprados pelo mesmo preço “O sangue de Jesus”. Você já pensou se o Senhor fizesse uma tabela dos comprados, quem valia mais? Ora, fomos resgatados pelo mesmo preço, para que não viéssemos pensar que valíamos mais.

A intransigência tem sido um grande impedimento na propagação do evangelho, as pessoas se digladiam moralmente por motivos doutrinários, tudo isso para conquistar um espaço como se fosse mercado ou comércio, olha-se mais para os emblemas denominacionais do que as pessoas. No conceito de Moises, Eldade e Medade podiam profetizar que ele não teria nenhum motivo para se impor, mas disse: “Tomara que todo povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse do seu Espírito!” (Nr 11:29). Outro fato aconteceu, o discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos porque não nos segue (Mc 9:38). Ora! Jesus podia condenar tal individuo, mas não o fez (V 39). Trouxeram também as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam, pois a intolerância leva a exclusão das pessoas (Mc 10:13). Os discípulos de João disseram a ele, aquele homem (não o chamaram de Jesus) do qual deste testemunho dEle, está batizando mais discípulos do que tu, e a multidão lhe seguem. Se João Batista não soubesse de que espírito era, teria realmente ido confrontá-lo, no entanto deu profundo testemunho a respeito do Mestre (Jo 3:26,27).

A intolerância discrimina; por causa dela, o próprio Cristo foi rejeitado pelos samaritanos, porque viram que Ele ia para Jerusalém, entretanto não quiseram hospedá-lo por ser Ele um judeu (Lc 9:53). A intenção do Senhor era quebrar a barreira entre judeus e samaritanos, por isso foi necessário passar por Samaria, mesmo que viesse a contrariar os desejos de alguém (Jo 4:4). Houve também uma grande murmuração porque Jesus entrou para se abrigar em casa de pecador (Lc 19:7). Uma mulher era discriminada pela sociedade por ter uma hemorragia há doze anos, ela não podia se aproximar do mestre, porque os que estavam a sua volta tinham um sentimento de exclusividade, (só nós e mais ninguém) (Mt 9:20). Uma mulher Cananéia se aproximando de Jesus, rogando-lhe uma cura para sua filha que estava miseravelmente possessa, por Jesus lhe responder naquele momento os discípulos se acharam no direito de pedir a Ele que a despedisse (Mt 15:21-28). Os discípulos não suportaram ouvir um cego clamar e diziam cala-te (Jo 9:1-3). Jó relatou que até o seu hálito era intolerável a sua própria mulher e os seus próprios irmãos o repugnavam (Jó 19:17).

As pessoas intolerantes geralmente são perseguidoras. Paulo perante o rei Agripa falou o quanto perseguia os crentes, pois ele tinha autoridade para impedir o crescimento do evangelho de Cristo (At 26:11). No ato da sua conversão, Jesus declarou ante ele: - Eu sou Jesus a quem tu persegues. (At 9:4, 5) Ele passou a ser perseguido da mesma forma  (At 9:23-31). A intolerância e a inveja podem levar uma pessoa a cometer um homicídio, Caim não tolerava ver o sucesso do seu irmão Abel (Gn 4:1-8).

O que Deus é capaz fazer por uma pessoa discriminada?
Será que as pessoas discriminadas e perseguidas não são úteis? E como essas pessoas são vistas por Deus? O que dizer de Raabe, uma prostituta que morava em cima do muro? E sobre a sua justificação relatada pelo escritor aos hebreus? (Hb 11:31). O que dizer de Tiago quando disse que Raabe foi justificada pelas obras? (Tg 2:25). O que dizer sobre o seu nome na árvore genealógica de Jesus (Mt 1:5). O que dizer sobre os quatro leprosos que estavam excluídos da cidade por causa da sua enfermidade? No entanto Deus os usou poderosamente para salvar Samaria da fome (2 Rs 7:3). O que dizer da mulher samaritana no poço de Jacó que havia tido quatro maridos e o que tinha não era dela, mesmo assim ela se tornou um canal de benção para os seus conterrâneos. (Jo 4:42). E sobre a mulher que fora apanhada em ato de adultério e a trouxeram a presença de Jesus, para que fosse feito conforme a lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 13:9). Ser morta a pedradas (Jo 8:4,5,7). Amados, a intolerância não perdoa, os intransigentes não têm um espírito perdoador, mas de vingança, como aqueles homens pecadores e adúlteros queriam matar aquela pobre e indefesa mulher. Entretanto Jesus fez aquela mulher respirar aliviado e lhe disse: - Mulher onde estão os teus acusadores, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vá em paz e não peques mais (Jo 8:11). Todas essas pessoas se tornaram um verdadeiro canal de benção nas mãos de Deus e os intransigentes ficam de fora e bem provável não entrarão no reino de Deus. No seu conceito em que posição você colocaria essas pessoas? Como cristãos podemos julgá-los da mesma maneira? Necessitamos acreditar que Deus tem o poder transformar de vidas.

Devemos ter muito cuidado para que esse mal não nos atinja, a intolerância, ciúme, exclusão, discriminação, perseguição, crítica, murmuração e exclusivismo. Deus quer que tenhamos um coração perdoador e cheio de justiça divina. Paulo escrevendo aos Gálatas disse: - Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão. Mas olha por ti mesmo para que não sejas tentado (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tm 4:16). Tratar bem as pessoas, independentemente de quem elas são constitui-se uma grande virtude.




Pr. Elis Clementino, Paulista/PE

O CRISTÃO, A FÉ E A RAZÃO

ESBOÇO 681
TEMA: O CRISTÃO, A FÉ E A RAZÃO
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)

O tema em foco direciona uma missiva especialmente os cristãos, maiormente os neófitos na fé, com a finalidade de fazê-los com que desenvolvessem a sua fé de maneira saudável. A fé não anula a razão, assim o cristão pode oferecer o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional.

O cristão e a razão
Segundo o dicionário Aurélio da língua portuguesa, “razão” é a capacidade de avaliar, julgar e ponderar ideias gerais; estabelecer relações lógicas de raciocinar. Embora na filosofia haja outras ideias. Platão dizia que o homem é possuidor de três coisas; vontade, razão e paixão “sentimentos” como suas principais características. Aristóteles estabelecia distinção entre a razão ativa e a passiva. Já Tomaz de Aquino procurou equilibrar no que diz respeito à razão e a fé, e ambas tem as suas características e não se contradizem. Todo Cristão deve fazer uso da fé e a razão.

Quando o ser humano decide tomar qualquer decisão deve ter por traz um motivo ou razão muito forte para levá-lo a tomar tal decisão. Quando decidimos aceitar a Cristo como o nosso salvador, certamente esse motivo tenha sido muito intenso, “Porque estou oferecendo esse culto a Deus?”; Consideramos o culto da razão, se eu prego, porque prego?; Se ora, porque oro?; Se cultuar porque o faço? Paulo ensinou a igreja de corinto a usarem a razão e não somente a fé, se usarmos somente a fé ficaremos sem frutos, usando uma fé sem razão. “uma fé sega”

A fé não anula a razão
Elas devem ser equilibradas, embora às vezes a fé supere a razão, mas isso não quer dizer que a razão se torne inoperante, ela continua em ação. Deus disse a Abrão, sai-te da tua terra do meio da tua parentela para uma terra que te mostrarei, ele soube avaliar quem falava com ele, isso fez com que a sua fé fosse processada e finalmente ele optou por obedecer a Deus (Gn 12.1). Outra ocasião foi levar o seu filho Isaac ao sacrifício (Gn 22). A fé enxergara o futuro, mas do que a razão e assim pressuponho que se ele usasse somente a razão ele não teria levado o seu filho para imolá-lo.

“A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê, e a prova daquilo que se espera” (Hb 11.1). A fé de Abraão foi mais forte do que a razão superando todas as expectativas em relação ao seu futuro (Hb 11.9,10). O crente deve estar preparado para ouvir a voz de Deus e obedecê-la. Essa atitude de fé foi aprovada (Gn 22.1-14). Para alcançarmos algo na vida somos submetidos as mais variadas provas de fé. Pedro disse aos crentes dispersos “para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.7; Pv 27.21).

Quando temos conhecimento que a nossa fé está sendo provada, é porque algo de bom da parte de Deus está por vir, pois cabe a Ele tanto o querer como o efetuar (Fp 2.13), pois muitos são submetidos à prova. A palavra “provar” segundo Aurélio é aquilo que atesta a veracidade ou autenticidade de algo. Ninguém quer ser submetido à prova, principalmente a da fé, mas a questão não é se quero ou não. Quando as provações de Deus chegam ninguém escapa, porém sabe-se que é para o bem (Rm 8.28). Mediante os sofrimentos devemos estar seguros e convictos da vitória final (2 Tm 1.12; 4.7).

Provado e aprovado com qualidade
A quem Deus tem propósito será provado, José para chegar a governador foi submetido as mais duras provas. Vejam os caminhos que ele passou; seis obstáculos a serem vencidos; (1) Foi odiado pelos seus irmãos (Gn 37.11); (2) Jogado na cova (Gn 37.24); (3) Vendido (Gn 37.28); (4) Escravo na casa de Potifar (Gn 39.1); (5) Seduzido pela mulher do seu senhor (Gn 39.7); (6) Preso no calabouço (Gn 39.20). Mediante esse contexto ele nunca declinou, além de demonstrar um caráter altruísta, jamais desanimou, onde vale salientar sua organização com relação à fé, a razão e ação, “como escravo era o melhor escravo; como prisioneiro era o melhor prisioneiro; como administrador era o melhor administrador” O mais importante! “O Senhor era com José” (Gn 39.23). O obreiro sempre deve fazer o melhor, independente das circunstâncias.

O cristão deve fazer uso da e da razão, sem permitir que a razão venha sufocar a fé, e sem que a fé ofusque a razão. Paulo deixou esse exemplo a ser seguido, no entanto esses dois fatores envolvem; firmeza, obediência, atitudes coerentes à palavra de Deus, de forma que vivenciemos o genuíno evangelho de Cristo (Tt 2.7,8) com plena consciência.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

CORAÇÕES SINCEROS

ESBOÇO 680
TEMA: CORAÇÕES SINCEROS
“E, partindo dali, encontrou a Jonadabe filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual o saudou e lhe disse: Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Joanadabe; É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o Senhor. E o puseram no seu carro.” 2 REIS 10:15-16

            Relacionamento, verbo que indica aproximação entre pessoas, dessa maneira elas podem desenvolver e compartilharem uns com os outros em todos os aspectos que a vida lhes faculta. Deus criou os seres humanos com capacidade de interagir entre si de maneira harmoniosa, e ao mesmo tempo quebrar barreiras que os privem dessa interação. Eu quero apenas enfatizar nesse argumento o episódio entre Jeú e Jonadabe filho de Racabe, e como se aproximaram entre si, nos dando um belo exemplo de humildade e sinceridade de coração.

I. Contexto histórico
Houve uma separação entre as doze tribos de Israel, elas foram divididas em dois grupos, o reino do sul e o do norte, a do sul pertenciam a Judá e Benjamim e a do norte era comporta de dez tribos, porém Jeú foi ungido por Elizeu e reinava na capital de Samaria. Separação é sinônimo de afastamento e isolamento, acontecem quando o bem maior “O AMOR” a ser compartilhado é desprezado.

Não podemos abrir mão de alguns princípios para um bom relacionamento, entre eles estão: (1) Gostar de si, as pessoas que não gostar de si mesma, não gostará de mais ninguém. (2) Amar ao próximo, se não amar o próximo é impossível amar a Deus, este é o segundo mandamento (Lc 10:27). (3) Subserviência, ela é o reconhecimento de que necessitamos das outras pessoas e da importância delas.

Nesse texto aprendemos lições significativas: (1) Jeú era Judeu e Jonadabe era gentio; (2) O encontro dos dois trouxe mudança em suas vidas.

II. O que acontece quando o amor é compartilhado?
(1) Antes que as mãos se estendam quem primeiro chega é o coração (2 Rs 10:15)
(2) As mãos que se apertam sem que o coração chegue primeiro é falsidade e aonde não há sinceridade a falsidade está em ação e predomina.
(3) O Olhar diz muito sobre a nossa franqueza, há pessoas de olhar vago quando está conversando com outras pessoas.
(4) Dois inimigos não conseguem se abraçarem, e se conseguirem aquele relacionamento podem ter dias contados porque as diferenças não permitem.

            Em um relacionamento conturbado alguém tem que abrir mão da sua arrogância e do seu egoísmo. Quando não atentamos para essa realidade estamos dando um péssimo exemplo para uma sociedade apodrecida pela ignorância e pecado, Jesus não se recusou de nos dá a mão quando éramos seus inimigos, ele uniu Judeu e Gentio pela sua cruz. O belo exemplo entre Jonadabe e Jeú deve ser seguido em nossos dias de tantas indiferenças, quando dois inimigos se abraçam ambos ganham e os que estão em sua volta ganham muito mais. “E, partindo dali, encontrou a Jonadabe filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual o saudou e lhe disse: Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Joanadabe; É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o Senhor. E o puseram no seu carro.” (2 Rs 10:15-16).

Cada um mostre o seu zelo pelo Senhor com generosidade de coração, Jeú e Jonadabe andaram juntos no mesmo carro, será que você pode estender a sua mão a seu inimigo e andarem juntos no mesmo carro espiritual? As suas boas atitudes para com o próximo devem observadas por todos. Jesus está voltando cuidado! Se você não tem essas louváveis atitudes qual será o seu destino?

Pr. Elis Clementino - Paulista-PE
AD Excelência


MOISÉS, UM LÍDER DE VERDADE

ESBOÇO 679
TEMA: MOISÉS, UM LÍDER DE VERDADE
TEXTO: ÊXODO 17:8-16

            O homem chamado por Deus tem todas as prerrogativas dadas por Ele durante a vida ministerial. Moisés foi escolhido para comandar o êxodo, ou seja, à saída dos hebreus da terra do Egito para a terra prometida, mediante a isso o Senhor capacitou-lhe dando poderes para que fosse reconhecido tanto pelos hebreus, quanto pelos egípcios. Durante o seu ministério houve alguns episódios que se destacaram, e através deles muitos líderes da atualidade podem ser ajudados no seu ministério ou em suas missões religiosas.

Missão e a autoridade de Moisés
A missão imposta por Deus a Moisés foi de grande responsabilidade, pois a ele foi designada uma tarefa dura e inquestionável, não seria pela sua capacidade física e nem intelectualidade, mas o querer de Deus naquele momento, para Moisés aquele foi o maior desafio comandar o êxodo, pois ele teria que enfrentar a maior fera, Faraó e o seu exército. Diante da chamada divina o seu temor era evidente
quando ele via a sarça arder sem se consumir, embora às vezes diante de uma missão que nos é imposta por Deus nos sentimos incapacitados quando olhamos para o tamanho dos desafios. Alguns questionamentos foram feitos por Moisés “Quem sou eu para que vá a Faraó e tire o povo de Israel do Egito?” (Êx 3:11); depois Moisés diz: “Eu sou pesado de língua” (Êx 4:10). Pelas experiências vividas no Egito ele sabia bem quem ele enfrentaria (Êx 3:19).

A vara de Moisés
Era um símbolo de autoridade espiritual, seria um instrumento pelo qual Deus mostraria o seu poder (Êx 4:1,2), era a vara de Deus (Êx 17:9), com ela houve o primeiro milagre no Egito, a vara jamais se afastou da sua mão em todo o seu ministério (Êx 17:5); quando as águas se transformam em sangue, e nas pragas também (Êx 7:15-17);  Na atravessia do mar vermelho (Êx 14:16); Quando Moisés feriu a rocha que saiu água (Êx 17:5); Na guerra contra os amalequitas, conforme a expressão de Moisés a vara de Deus estará na minha mão (Êx 17:9).

Amaleque contra Israel
Os amalequitas vieram para a peleja contra Israel, mas diante desse povo havia um comandante “Moisés” escolhido por Deus, e a vara de Deus estava em sua mão, símbolo de poder e autoridade (Êx 17:9), durante a peleja o cansaço de Moisés era notável, enquanto ele levantava as mãos Israel prevalecia, mas ao cansar e baixar as mãos prevalecia Amaleque, mas consigo subiram ao monte Arão e Hur, enquanto Josué lutava contra os amalequitas. Arão e Hur sustentavam nas mãos de Moisés, puseram uma pedra debaixo dele para que os seus braços permanecerem erguidos até ao por do sol e Israel venceu a batalha (Êx 17:11,12).

            Nessa ocorrência aprendemos algumas lições importantes, inclusive a vara de Deus ou cajado nas mãos de Moisés (1) Esse era um instrumento de disciplina e de demonstração da autoridade espiritual dada por Deus a Moisés; (2) Em todas as pragas e milagres a vara de Deus estava em ação; (3) Moisés entendia que era totalmente dependente de Deus, sempre o consultava nas necessidades; (4) Moisés pediu ajuda de Arão e Hur quando subiu ao monte, embaixo estava Josué na batalha contra os amalequitas; (5) Moisés depositou confiança em Josué que ficou comandando a batalha enquanto as mãos de Moisés eram erguidas por Arão e Hur. Não podemos descartar pessoas ligadas a nossa vida ministerial, pois a vitória se dá através da cooperação mútua dos demais membros do ministério. Os exemplos deixados por Moisés devem ser seguidos, pois ele foi o maior líder da história da humanidade e toda liderança é baseada nesse grande líder, duas coisas um líder precisa ter em mente, Ter consciência da chamada divina e humildade (I Pe 5:1-4) leia com bastante resignação.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.



ESBOÇO 678
TEMA; NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.
TEXTO: ECLESIÁSTES 5:2

            Há duas coisas que devem ser levadas em consideração, o que pensar e o que falar, essas faculdades são inerentes aos homens e indispensáveis para a sua comunicação. É de fundamental importância que levemos em consideração o tempo e o modo de falar, ou seja, a hora e a maneira de expressar verbalmente o que pensou. Ora! Podemos pensar a todo o momento, porém falar o que pensou não. “tempo de estar calado, e tempo de falar; ”(Ec 3:7b).

Pensar
É uma palavra originada do latim, formar idéias, cogitar, raciocinar, refletir, imaginar e julgar. Naturalmente o homem tem a faculdade pensar e expressar por meio da fala o que pensa; coisa que não acontecem com os animais por serem irracionais, embora eles tenham maneira de se comunicarem entre si. Cada indivíduo tem a capacidade de controlar o que pensa e o que fala, ou seja, se fala ou não o que pensou e de que maneira expressará. A mente humana pode esconder algo que somente pode tornar conhecida através da sua fala como também pelas atitudes.  - Pensar pode, dizer tudo o que pensou nem pensar.

O poder das palavras
As nossas palavras podem revelar algo que está em nossa mente, sejam boas ou más, elas podem tanto nos comprometer quanto as outras pessoas, por essa razão elas devem ser ponderadas, ou seja, avaliadas, analisadas ou ajuizadas antes de serem faladas. As nossas palavras podem ser vazias e sem efeitos, pois nem sempre estamos aptos nem se quer para ser um mensageiro de noticias; “Amaás foi um mensageiro sem mensagem nos dias de Davi (2 Sm 18:19-33). Muitas vezes não estamos aptos para dar noticias, sejam elas boas ou más, Joabe o filho de Davi sabia que Amaás não estava apto para dar ao rei a noticia da morte de Absalão  “Mas Joabe lhe disse hoje não serás o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei.” Sempre há pessoas certas para o momento certo, porém existem alguns indivíduos que não servem para ser porta-voz de alguém porque eles podem criar situações desagradáveis para quem ele representa. Há certas autoridades que tem o seu porta-voz para dar as noticias em seu lugar, mas essas pessoas devem ser equilibradas e qualificadas para esse fim. Amaás se antecipou e não soube dizer o que houve com Absalão “Um mensageiro sem mensagem” Amaás assumiu toda a responsabilidade pelo recado (2 Sm 18:22,23,29).

A precipitação das palavras
Antecipar a fala sobre algo sem refletir é precipitação, Salomão interroga dizendo: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20). “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia” (Pv 15:1,2). “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Ec 5:2). As palavras irrefletidas podem causar transtornos, principalmente nos momentos de iras. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1).
As nossas ações e palavras estúpidas surgem de dentro do coração “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34; 15:19; Lc 6:45).

Controlando a fala “língua”
O controle sobre a nossa língua é imprescindível, a vigilância deve ser constante, o Apóstolo Tiago nos mostra a necessidade de manter o controle sobre o que proferimos por que:
(1) Seremos julgados pelas nossas palavras;
(2) A nossa fala mostra os nossos fracassos;
(3) Ela mostra as nossas imperfeições e perfeições;
(4) Ela pode causar grande estrago é a faísca que incendeia um bosque;
(5) Ela tem duas faces da língua. (Tg 3:1-13).

            Devemos ser prudentes no nosso falar, porque a nossa fala revela aquilo que esta dentro de nós, ela também mostra as nossas imperfeições e tolices, e ainda somos julgados pelas nossas palavras. A língua tem duas faces, com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos os nossos semelhantes, ela ainda exerce juízo sobre nós, ou seja, podemos ser condenados pelas nossas palavras. Amados tenham cuidado com o que fala, saiba que falar pouco e ponderar o que fala é sem dúvida uma grande virtude. “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo.” “Quem fala demais sempre acaba caindo em contradição, então aprenda duas coisas: só fale o necessário e saiba atiçar a língua das pessoas.” Mallu Morais. (Ponderem bem o que irá falar)

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE


Foto