AS PROVAÇÕES REVELAM O QUE SOMOS

ESBOÇO 660
TEMA: AS PROVAÇÕES REVELAM O QUE SOMOS
“E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, o teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração.” Deuteronômio 8:3

As provações que enfrentamos durante a nossa caminhada muitas delas produzem em nós algo que nos deixa mais fortalecidos e amadurecidos tanto no sentido social da vida quanto espiritualmente. São durante as provações que revelamos o que somos, ou seja, aquilo que está dentro dos nossos corações. Elas revelam o nosso caráter, fidelidade e fé no Deus que servimos.

1. A persistência na peleja espiritual
A persistência espiritual é motivada pela fé em Deus através da sua palavra, ela gera em nós confiança e esperança para continuarmos a peleja (Jo 5:24; 20:31; Rm 6:8; 8:10), mas para que ela seja essa força motivadora é necessário abandonemos a prática do pecado (2 Co 4:11; 5:15; Gl 2:20). Paulo mostra que o alvo supremo para chegar ao final da carreira é Cristo (Fp 1:21; I Pe 4:6), mas para isso precisamos nos desprender de algumas coisas que estejam nos impedindo de caminhar em direção a esse alvo “ Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que fixaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Fp 3:13,14)

Atualmente existem muitas pessoas mortas espiritualmente sem perspectiva de alcançar algo desejado, elas estão vivendo uma vida de pleno deserto quando tudo falta isso torna cada vez mais a caminhada angustiante, não é simplesmente ingressar e fazer parte de um seguimento religioso que tudo será transformado de repente como se fosse uma mágica. As agruras (sofrimento, aflição, desgosto e situação difícil) podem até continuar, mas sem sombra de dúvidas seremos fortalecidos pela palavra até chegar ao final da nossa vida, o próprio Jesus nos disse “No mundo terei aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33).

2. A escassez da palavra
Muitos cristãos estão cada vez mais desnutrido espiritualmente por conta do alimento recebido nos púlpitos das igrejas, isso tem conduzido muitos cristãos a prática do pecado. Muitos deles estão ouvindo coisas que não tem nada a ver com a palavra de Deus, são mensagens vazias e que apenas massageiam o ego, esse tipo de mensagem “alimento” dá ao indivíduo uma sensação de fartura, mas a ninguém nutre, tem alimentação que enche o estômago dando à impressão que o indivíduo esteja satisfeito, quando na realidade ele vai perdendo força no corpo e vai perdendo peso, do mesmo modo é a vida espiritual. O povo de Deus durante a caminhada no deserto recebia alimentos que fortalecia.

3. As provações revelam o que somos
Após a libertação do exílio os hebreus foram provados no deserto, pois nas provações revelamos o que está dentro dos nossos corações. Deus havia mostrado a eles o seu poder de libertá-los, mas durante a peregrinação no deserto o Senhor queria revelar-lhes o seu poder de maneira especial (Dt 8:3), durante a caminhada os afligiu deixando o seu povo ter necessidade de pão e água. Depois de serem provados foram sustentados com um maná que nem eles e nem os seus pais conheceram, isso significa que Deus tem coisas novas para nos sustentar, Deus deu-lhes a entender que seria capaz de prover tudo o que eles necessitavam durante a caminhada “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Dt 8:3b; Is 55:3). As provisões de Deus indicam o seu cuidado e a revelação do seu poder sobre o seu povo, as nossas necessidades somente serão satisfeitas em Deus.

4. Fazendo a nossa parte
Muitas vezes nos omitimos de fazer a nossa parte, tanto do lado material, quanto o espiritual. O povo de Israel precisava fazer a sua parte, esse era o mínimo exigido por Deus, (obediência), este é um dos princípios essenciais para que as bênçãos divinas venham sobre nós (Dt 28:1-6).

5. Cuidando da vida espiritual
Ela necessita ser cuidada e mantida de maneira saudável, assim como a saúde do nosso corpo, para isso necessitamos de observamos alguns requisitos importantes: (1) Meditar sempre na palavra de Deus (Js 1:8); (2) Guardar os mandamentos do Senhor (Ec 12:13,14); (3) Orar (I Ts 5:17); (4) Ter um estilo de vida consagrada (Mc 14:32); (5) Adoração (Lc 4:8; Jo 4:24; Tg 4:8).

            Amados, quando alimentamos a nossa vida espiritual somos capazes de superar os maiores obstáculos, vencer desafios e derrotar dentro de nós as impossibilidades. Devemos reconhecer que o nosso sucesso depende da receptividade que damos a palavra de Deus, se pôr em prática, ela é vida, força e alegria, e todo o desanimo será retirado de dentro de nós. As provações da vida não podem influenciar negativamente em nós, a ponto de perdermos o controle e o senso daquilo que o Senhor tem para nós. Precisamos fazer a nossa parte obedecendo a ele, dessa maneira estamos cuidamos da nossa vida espiritual e nos fortalecendo na força do seu poder (Ef 6:10; Ag 2:4; I Co 16:13).


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

INTERCEDENDO PELO ESCRAVO FUGITIVO

ESBOÇO 659
TEMA: INTERCEDENDO PELO ESCRAVO FUGITIVO
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.

A epístola paulina.
A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, pois se trata de uma missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorrendo uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.

O propósito da carta.
Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.

Conteúdo da carta.
Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).

Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).

Alguns argumentos da carta.
1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)
2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)
3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).
4.  A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).
5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)
6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).
7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).

A intercessão.
Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).
Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva - Paulista/PE

PROGRESSO ESPIRITUAL

ESBOÇO 658
TEMA: PROGRESSO ESPIRITUAL
TEXTO: PROVERBIO 4:18

            O ser humano tem a capacidade de desenvolver o seu potencial em todas as áreas da vida e maneira saudável, seja em algum empreendimento, em atos sociais, na ciência etc. Todos têm a oportunidade para desenvolver, no sentido espiritual acontece à mesma coisa, o progresso espiritual é indispensável, ele deve ser de maneira consciente e segura observando a palavra de Deus. “Quando eu era menino fazia coisa de menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” é importante salientar que houve progresso espiritual (I Co 13:11).  Salomão fez referência dessa evolução como à luz do sol, desde a aurora até ao meio dia quando ele dá o seu brilho total (Pv 4:18). O justo vai crescendo mais e mais em força (Jó 17:9), esse desenvolvimento pode ser visível como uma luz, de maneira que o indivíduo não tenha como esconder diante dos homens (Mt 5:14). O progresso espiritual depende exclusivamente de cada indivíduo, ou seja, nós decidimos se queremos ou não desenvolver.

I. Crescendo como a palmeira e o cedro do Líbano
O crescimento espiritual deve ser comparado ao de uma árvore com as suas raízes. Vejamos essa alegoria: O cedro do Líbano tem raízes profundas, nos primeiros três anos suas raízes podem alcançar 1,50m, o seu crescimento é lento somente depois do quarto ano é que ela começa a se desenvolver e pode chegar a mais de 40m de altura, na proporção que ele vai crescendo se desponta torna-se visível de longe. A figura da palmeira e o cedro expressam verdades sobre crescimento, estrutura e frutos (Sl 92:12). Na vida social o indivíduo precisa crescer sustentavelmente e produzir coisas importantes, da mesma maneira deve ser na vida espiritual.

II. Largando as coisas inúteis que nos impeçam de crescer
Para desenvolver o corpo saudavelmente faz-se necessário livrar-se de alguns impedimentos como: As doenças, procurar alimentar-se bem, entre outros. No sentido espiritual também é preciso crescer com uma alimentação saudável com todos os nutrientes que a palavra de Deus têm, assim tem crescimento normal (I Pe 2:1,2), esse é o alimento que dá sustentação e faz crescer espiritualmente “a palavra de Deus.” “...E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus.” (Cl 1:9,10; 2 Pe 3:18), mas isso não é tão fácil como se pensa, precisamos ter domínio próprio para alcançar o alvo “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós porém, uma incorruptível (I Co 9:25). Se o nosso alvo é crescer espiritualmente a receita é essa, abster-se das coisas que implicam no nosso desenvolvimento espiritual. Há algumas coisas que precisamos deixar para trás tais como: As picuinhas “implicância, teimosia, pirraça”, para crescer ajustadamente, crescer em Cristo é necessário (Ef 4:15,16).

            Procuremos progredir espiritualmente produzindo frutos que indiquem essa progressão. O crescimento deve ser uniforme conforme a ilustração da palmeira e o cedro, eles crescem verticalmente enquanto as suas raízes se aprofundam. Os cristãos necessariamente precisam ter essas raízes profundas para suportar o sopro dos ventos e na sequidão possas suportar o calor, ou seja, as adversidades. O cristão novo convertido precisa aprofundar as suas raízes, porque quanto mais elas se aprofundam, mas estabilidade tem. A melhor maneira de o cristão ganhar estabilidade espiritual é através da palavra de Deus, e não através de outros meios inventados por muitos líderes religiosos da atualidade. “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” (Sl 1:2-3).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE


ESBOÇO 657
TEMA: A INTEGRIDADE
Texto: I Samuel 12:2-5

            Ser íntegro é um princípio fundamental para todos, independentemente de qualquer que seja a raça, cor e religiosidade. A integridade está intrinsecamente ligada à vida moral do indivíduo, embora nem todos dêem acuidade a integridade e a reputação, mas faz-se necessário. A honestidade não se adquire com dinheiro, mas com ensinamentos que começa desde a infância, uma boa conduta em meio a uma sociedade corrompida é igual a uma pérola encontrada em uma mina, principalmente quando se refere aos cristãos. O caráter e a moral são princípios aprendidos no meio familiar.
                                                         
O que é reputação:
É uma avaliação social em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização, isso se constitui num importante fator em muitas áreas como:  Negócios e comunidades. Existem pessoas que não se preocupam com a sua reputação, para tais indivíduos o povo falar o que falar ele não está nem ai, isso é muito ruim e prejudicial, principalmente para aqueles que se dizem cristãos. A Bíblia mostra que houve pessoas íntegras e de boa reputação, como também as de má fama.

O que é integridade:
É uma palavra de origem latina “integritate” qualidade ou estado do que íntegro ou completo, cujos sinônimos são honestidade, honradez e retidão. A integridade pode ser pessoal está vinculada a ética. Ser íntegro, de uma forma simples é o testemunho que as outras pessoas dão de nós ou daquilo que somos, por isso, ser integro alude ao agir com retidão, com a verdade, com justiça e transparência, isto é, sem máscaras, com imparcialidade e com seriedade, princípios que o indivíduo não deve olvidar, além de preservá-los durante a sua vida em quaisquer circunstancias.

Personagens bíblicas
A Bíblia Sagrada cita vários personagens que foram tiveram boa reputação e foram íntegros, destaquemos pelo menos dois deles, José do Egito e Samuel. Vejamos nesses textos sobre a postura de José: “Gn 37.2-4; 19-20; 37-36; Jó 1:1; Lc 2.25). José manteve a sua integridade e fidelidade a Deus em todas as circunstancias. Samuel, profeta e juiz, conhecido como homem de Deus (I Sm 9:1-6). Samuel serviu a Deus perante o sacerdote Eli desde criança, por quase a sua vida julgou em Israel a todos que vinham a ele, mas na sua velhice ele foi rejeitado pelo povo (I Sm 8:7). Saul foi aclamado a rei de Israel e na reunião solene de transição Samuel reúne a multidão e faz uma declaração sobre a sua vida moral e espiritual “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje, testifiquem contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha.” (I Sm 12: 2 - 5)

1. O rei que vocês pediram está ai (Saul);
2. Eu já fiquei velho e de cãs brancas;
3. Meus filhos vão continuar com vocês;
4. Eu tenho andado diante de voz desde a minha mocidade;
5. Testifiquem contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido;
6. A quem tomei um boi, a quem tomei um jumento;
7. A quem defraudei;
8. De quem recebi suborno ou a ele encobri os meus olhos;
9. Se eu tenho eu quero restituir.

É plausível a atitude de Samuel em expor com muita convicção a respeito da sua vida moral perante o povo, não era um desabafo, mas um momento histórico e de transição, pois daquela hora em diante Saul seria o primeiro rei de Israel. Os homens de Deus devem ser desprovidos de qualquer maldade e imoralidade, coisa que muitos chamados de “homens de” não querem ser porque há algo que os impede, sem dúvidas é o orgulho, a falta de pudor e a prepotência elevada, isso acontece muito quando o indivíduo se torna famoso. O que nos chama a atenção foi a humildade de Samuel naquele momento, apesar de ter sido rejeitado pelo povo ele não perdeu a sua postura. Tenho conhecimento que um dos presidentes da república do nosso país se negou a passar a faixa presidencial ao seu sucessor por motivos pessoais e políticos, isso é um péssimo exemplo para um estadista e falta de equilíbrio emocional, essa atitude revela a incapacidade de ser um chefe de uma nação.

Uma das nossas preocupações deve ser em relação a nossa conduta moral e espiritual. Os exemplos apresentado nesse mote mostra dois homens que testemunharam da sua vida moral e espiritual, a maneira como eles procederam devem ser observados por todos, principalmente os que professam a sua fé em Deus como fez José do Egito e Samuel, o próprio povo confirmaram o que ele disse em público Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.” (I Rs 12:4,5). Jesus interrogou os discípulos para saber o que o povo dizia a seu respeito, ao ouvir a resposta seria definido o grau de importância que suas palavras e obras teriam sobre a vida deles, embora ele soubesse que o conceito sobre ele era respeitável, era um conceito tão elevado que foi comparado com os profetas, Elias, Jeremias e João Batista (Mt 6:13). Quando procuramos saber o que o povo diz ao nosso respeito podemos fazer uma análise e mudar alguns conceitos e atitudes que talvez precisem ser mudados. Pensemos um pouco sobre a nossa conduta moral e espiritual na sociedade em que vivemos, sejamos sal e luz. ZELE PELA SUA INTEGRIDADE.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

OS DONS ESPIRITUAIS

ESBOÇO 656
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).

O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. Os dons espirituais são dados aos cristãos que buscarem, no entanto devemos conhecê-los e como eles funcionam (I Co 12:1), assim podemos usá-los de maneira correta e proveitosa. Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.

Veracidade
Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às doutrinas fundamentais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço no uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons.

Variedade de dons
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPIRITO SANTO (I Co 12.4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades especificas.

Os dons ministeriais
Esses dons descritos por Paulo (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.

Os dons espirituais
Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). São repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem por intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; dons de curar; operações de milagres; profecias, discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.

É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.

Dons de Revelação:
1) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por sermos limitados não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.

Dons de Poder
Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:
4) Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Co 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Co 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.

Dons de Inspiração
8) Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os que escreveram as escrituras sagradas foram movidos, inspirados e guiados por Deus para escreverem. (9) Variedade de Línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.

Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, pois devemos sentir a necessidade de buscá-los, através da oração que é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

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