A DISCUSSÃO DOS DISCÍPULOS



ESBOÇO 585
TEMA: A AMBIÇÃO DOS DISCÍPULOS
TEXTO; MARCOS 9:33-37

            Nas reuniões de Jesus com seus discípulos sempre havia questionamentos por parte deles, Jesus percebeu que algo de errado estava acontecendo entres os discípulos. O mestre sempre foi cuidadoso com eles e indagou-lhes dizendo: “O que vocês vinham discutindo pelo caminho?” Talvez os discípulos não imaginassem que ele fizesse essa interrogação. Naquele momento todos pararam e o silêncio tomou conta deles, quem sabe pensarem: como ele soube que discutimos pelo caminho? Jesus sabia que aquele tipo de discussão traria um grande prejuízo espiritual para eles, por isso ele resolveu conversar com eles e passar a limpo mostrando-lhes não seria necessário pensarem em liderança a ponto de discutirem.

A discussão
A discussão entre os discípulos parecia algo normal, pois eles discutiam para saber qual deles seria o maior (Mc 9:34), esse tem sido o desejo de muitos em todo mundo, ser maior e dominar as outras pessoas, está acima dos outros para tomar decisões sobre eles. Há duas situações que o homem não aceita de bom grado, pode até aceitar devido às circunstâncias; ser o menor e o último é posição que ninguém quer. As aspirações geralmente são pelas coisas estimáveis como: ser o maior e o primeiro em tudo, no entanto de maneira normal o homem pode chegar a patamares altos na vida, sem, contudo criar situações para o próximo. Comumente as conquistas são motivos de glórias, ou seja, o homem se gloria daquilo que faz e galga na vida, no entanto o homem mal também se gloria das suas maldades, assim como o homem bom se glória das coisas boas.

A aula prática
A todo o momento o Mestre ministrava aulas práticas e objetivas aos discípulos respondendo aos questionamentos feitos por eles em qualquer sentido, vejamos algumas perguntas dos discípulos: Quem é o maior no reino dos céus? (Mt 18:1-5), Jesus toma uma criança e poe no meio deles (Mt 18:2,3); Outro pedido foi o da mãe dos filhos de Zebedeu, ela era uma mulher como tantas que gostaria de ver seus filhos em boa posição, tanto nessa vida quanto na outra, mas pelo seu orgulho achava que seus filhos mereciam muito mais do que os outros (Mt 20:20,21); Outra discussão gerada entre os discípulos foi para saber quem parecia ser o maior deles (Lc 22:24-27). Diante de todos esses questionamentos Jesus resolve dar-lhes a maior lição lavando-lhes os pés deles (Jo 13:4-6; 13: 12-17); O mestre deixa claro que devemos guardar seus ensinamentos e deixarmos de sermos orgulhosos, ao invés disso guardar a lição de humildade “aprendei de mim” (Mt 11:29). Com essas e outras lições ele mostrou que devemos ser servos de todos. Quaisquer questionamentos com a finalidade de medir forças para ocupar um cargo de liderança ou ter sempre a primazia dos primeiros assentos ou lugares era reprovado por ele, pois a aspiração exagerada pelas coisas pode levar o indivíduo a criar situações desagradáveis para e as outras pessoas. Os interesses dos discípulos trariam problemas para todo discipulado, pois os interesses pessoais e mundanos estão sempre presente nos corações de muitas pessoas. Jesus disse que os gentios procuravam essas coisas (Mt 6:32), atualmente sucede as mesmas coisas.

A lição que extraímos do texto é que o apego as coisas dessa vida e a ambição mórbida pelas por elas é prejudicial a nossa fé. As lições ensinadas por Jesus devem ser aplicadas na nossa vida diária e devocional, não permitamos que tais aspirações venham contaminar os nossos corações, pois elas podem também nos deixar fora do reino de Deus, entretanto aquelas ambições dos discípulos não seriam interessantes para eles e comprometeria todo grupo. O obreiro Diótrefes (3 Jo 9-11), se lermos com bastante atenção esse texto veremos que esse obreiro era ambicioso, ciumento e queria toda primazia para ele, pois precisamos ter muito cuidado para não nos tornarmos como ele.

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE.

RELACIONAMENTO CRISTÃO



ESBOÇO 584
TEMA: RELACIONAMENTO CRISTÃO
TEXTO: Salmo 133

            O relacionamento deve se dá em dois aspectos domésticos e sociais, relacionar-se bem é um princípio fundamental que todo indivíduo deve ter, principalmente o cristão que é ensinado através da palavra de Deus durante a sua vida. Nada adiante ser um super religioso e não se relacionar bem com o próximo. Os verdadeiros cristãos têm prazer em observar e manter os relacionamentos saudáveis. Falarei nesse assunto sobre o relacionamento familiar e social do cristão.

1. Amor
1.1. O amor é o baldrame para esse relacionamento, pois é através dele que temos a oportunidade de demonstrar o nosso caráter, amor, maturidade espiritual e emocional a sociedade. Alguns princípios devem ser observados para que esses relacionamentos sejam mantidos (a) falar sempre a verdade para com seu próximo (Ef 4:25; (b) Não falar mal do irmão (Tg 4:11); (c) Não ser egoísta, considerar o próximo superior a si (Fp 2:3); (d) Ter um amor sincero, ou seja sem fingimento e de coração (Rm 12:9,10); (e) Conhecer o perigo de odiar seu irmão.

1.2. A importância do amor. O Apóstolo Paulo na sua primeira carta a igreja de coríntios fala da acuidade do amor “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como um sino que tine...” (I Co 13:1-5). É impossível se relacionar bem se não houver amor, seja em família ou social.

2. Relacionamento familiar
A família deve ser assistida por todos os seus membros, mas para isso o amor deve estar em ação, pois através dele mostraremos que somos verdadeiros cristãos (Jo 13:34.35). A família é classificada como a primeira e importante instituição diante das outras, e o relacionamento entre os cônjuges deve ser exemplar diante dos demais membros da família. No livro de cantares tem alguns princípios que são fundamentais para a manutenção desse amor conjugal (Ct 2:10; 5:16; 4:10; Ef 5:25). O relacionamento entre pais e filhos está inserido nesse contexto familiar, principalmente em um lar onde os princípios cristãos prevalecem (Ef 6:1-3). Muitos casais têm enfrentado problemas por conta da má administração desse jugo desigual.

3. Relacionamento entre cristãos
No relacionamento cristão deve ser evitada qualquer disgra para que a comunhão seja mantida. A falsidade e qualquer tipo de maledicência estão entre as coisas que comprometem o relacionamento cristão, principalmente a contenda e a vanglória (Fp 2.3). O amor ágape deve estar presente em todos os momentos entre os cristãos, é importante saber que a excelência dessa união trás bons resultados, basta entender o que diz o Salmo 133.

4. Relacionamento com não cristão
Esse relacionamento envolve jugo desigual, mas isso não impede de haver um relacionamento respeitoso e sincero, embora Paulo fale que o crente não deve se colocar em jugo desigual com pessoas infiéis aos princípios cristãos (2 Co 6:14), mas devemos ter muito cuidado para não nos colocarmos em extremos, necessariamente temos que nos relacionar com as pessoas que não professarem a nossa fé, só que esse relacionamento não pode prejudicar ou comprometê-la, antes com a nossa maneira de viver e tratá-los eles sejam ganhos para Cristo. Quando esse relacionamento se transforma em uma comunhão muito íntima constituí-se um perigo para a nossa fé. Nesse relacionamento devemos evitar conflitos desnecessários, pois as escrituras ensinam até como deve ser o relacionamento das mulheres que tem maridos não crentes, e empregados cristãos que tenham patrões incrédulos (I Tm 6:1,2; Tt 2:9,10). Muitos patrões não crentes e empregados cristãos vivem em conflitos por não saberem separar trabalho e devoção.

5. Relacionamento com inimigos
Temos muitas vezes algum tipo de relacionamento com as pessoas que não nos aceitam e são às vezes declaradas inimigas. Um dos princípios ensinados por Jesus foi amá-los (Mt 5:44). Na realidade não é fácil, porém não é impossível, porém devemos ter muito cuidado porque temos compromisso com Deus de levá-los a Cristo. Jesus nos deu um grande exemplo quando derrubou a barreira que separava povos (Jo 4), pois ainda hoje existem crentes que criam problemas e discriminam pessoas por não pertencerem à mesma confissão de fé. Os exclusivistas e muitos delas são líderes religiosos que separam e constroem abismos em vez de pontes, e em nome de uma denominação ou de uma entidade religiosa, afastam amigos e familiares, finalmente esse não é o papel do cristão verdadeiro e o da igreja.

            Relacionar-se bem é uma das grandes virtudes que uma pessoa tem. O cristão precisa se relacionar de maneira agradável tanto socialmente, quanto com a família e até conviver com os inimigos em situações extremas, como em local de trabalho e escolas, portanto é preciso pedir graça e sabedoria divina, e através da palavra de Deus e a ação poderosa do Espírito Santo possamos viver em paz. Não podemos esquecer que o amor é a base fundamental para o relacionamento humano. “Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” (I Pe 1:22).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE


HONRADO POR UM ACORDO DE LEALDADE



ESBOÇO 583
TEMA: HONRADO POR UM ACORDO DE LEALDADE.
TEXTO: I SAMUEL 20:14,15

            Ao recebermos algum beneficio de alguém devemos reconhecer. Existem muitas maneiras de demonstrar atos de reconhecimento e agradecimento, diz-se que favores não há dinheiro que pague, mas há atitudes que recompensa. (O mais importante não é o valor monetário, mas o sentimental). Davi recebeu um grande beneficio quando do seu amigo Jonatas filho de Saul, lhe defendeu da fúria do seu pai, no momento da sua fúria ele queria matar a Davi, mediante a isso Jonatas lhe fez um grande pedido e ambos firmaram acordo, disse Jonatas: “Se eu continuar vivo, seja leal comigo, com a lealdade do SENHOR; mas se eu morrer, jamais deixe de ser leal com a minha família” (I Sm 20:14,15), prontamente Davi aceitou o acordo de lealdade. A lição que extrairemos é que jamais devemos deixar para trás e apagar a história de alguém que muito nos ajudou no inicio da nossa carreira sem uma atitude de reconhecimento.

Davi se lembra do pacto com Jonatas
Após anos Davi reina, mas ninguém é tão ingênuo que se lembre do inicio da sua história e os favores que alguém lhe fez durante o transcurso dela. Davi começa a fazer uma reflexão do seu relacionamento com seu amigo Jonatas e lembra-se do pacto feito entre eles de (I Sm 20:14,15), de quem ficasse com vida deveria honrar membros da sua família. Muitas vezes as pessoas que colaboraram conosco morrem, mas não nos esquecemos das boas conversas, ações e atitudes durante o tempo de convivência, embora haja muitas razões para esquecermo-nos dos favores que alguém nos faz, o curioso é que nos esquecemos quando alguém nos faz um favor, mas na nossa lembrança fica quando fazemos e não somos reconhecidos, ou seja, quem recebe geralmente esquece, e quem faz não, principalmente quando não somos reconhecidos. Após a morte de Saul e seu filho Jonatas, ficou um moço filho de Jonatas vivendo em Lo-debar, no anonimato e sem esperanças, este moço chamava-se Mefibosete, ele era coxo dos pés e sem nenhuma possibilidade de ter um desfecho feliz em sua vida. O rei Davi certamente por uma provisão divina reflete sobre uma conversa que teve com Jonatas e do acordo que haviam firmado. Há promessas que se faz e muitas delas voltamos atrás quando assumimos o poder, temos vários exemplos e uma delas é na política, principalmente nas campanhas eleitorais, quando o sujeito ganha e assume esquece até daqueles que muito fizeram para que ele chegasse ao poder. Jonatas havia morrido, mas o compromisso de lealdade entre Davi e ele não, o rei podia até não cumprir, porque Jonatas já havia morrido, mas o acerto verbal de fidelidade entre eles devia ser mantido. 

Um homem de coração quebrantado
Davi não possuía um coração vingativo, embora houvesse motivos para ser, ao invés disso ele chama seu servo ZIBA e lhe faz uma interessante interrogação: “tem alguém da casa de Saul que eu possa honrá-lo? (2 Sm 9:1), Ziba responde: “Ainda há um filho de Jonatas, aleijado dos pés” (2 Sm 9:3), Ziba não estava interessado a dar-lhe nenhum detalhe positivo  do rapaz para que ele não fosse favorecido, mas destacou ele é aleijado, nos dá a entender que pelo tom de voz de Davi Ziba entendeu que o rei faria algo de bom para quem ficou da casa de Saul. Existem pessoas que ao pedirmos alguma informação sobre alguém para beneficiar a primeira coisa que ele apresenta são os defeitos e não as virtudes. Os Zibas da atualidade só veem os defeitos e não as virtudes, mas não adianta o Rei honra quem ele quer , porém temos um exemplo típico “O que se fará cuja honra o rei se agrada?” (Et 6:6). Para quem ficou da casa de Saul o rei Davi queria restituir as terras e os bens que pertencia a Saul a alguém da sua família, mas Ziba sabia que somente restava um e esse era Mefibosete.

A infeliz realidade de Mefibosete
(1) Nasceu como legitimo herdeiro do trono
(2) Foi vítima de um acidente
(3) Ficou impossibilitado de andar
(4) Escondeu-se em uma terra estranha em Lo-Debar uma terra tão seca que nada produzia.
(5) Viveu sob ameaça de morte porque da casa de Saul só restou ele.

Com essas tristes características estaria excluído e impossibilitado de uma chance para está no palácio do Rei. Ziba via nele todas as impossibilidades para ser beneficiado, além disso, estava em casa de Maquir (em hebraico significa vendido, Maquir era um conquistador das terras de Giliade e Basâ, (Lo-Debar, terra ruim), mas nos planos de Deus Mefibosete estava prestes a dar um adeus a aquele triste lugar, quando Deus tem planos na vida de alguém para acontecer é somente questão de tempo, não seria Ziba que iria atrapalhar. Quantos Zibas têm por ai que se pudesse abortaria os planos de Deus em sua vida? Porém aquilo que Deus determinou está determinado (Is 14:27). Davi poderia até esquecer, mas com certeza Deus o lembraria daquele acordo feito com Jonatas. Deus tira o sono e ainda faz ler livros das crônicas.

O convite de Davi a Mefibosete
Davi manda buscá-lo em Lo-debar para comer pão sentado a sua mesa, essa convocação não dependeria da situação de Mefibosete, mas um cumprimento de lealdade a um amigo. O Ziba que desclassificou Mefibosete teve que fazer o que o rei estava mandando, devolvê-lo as terras de Saul (2 Sm 9:8-10). Alguém pode usar de injustiça com você, mas Deus pode transformar as injustiças em BENÇÃOS. Jamais Ziba irá atrapalhar com as suas mentiras dizendo a Davi que Mefibosete estava do lado dos inimigos quando Absalão se levantou contra seu pai, contudo Davi não levou em conta o que Ziba estava dizendo.

            Entendemos que Deus tem os seus propósitos e esses não podem ser impedidos, muitas vezes a pessoa está no anonimato e vivendo em Lo-debar, mas Deus pode honrar e dar-lhes novas oportunidades. Deus abate e exalta quem ele quer, Mefibosete foi honrado, para Deus pouco importava a sua situação, assim também fez com Mardoqueu (2 Sm 2:6-8). O Senhor pode fazer na vida de qualquer um desde que entregue a ele a direção da sua vida.       

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

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